14 de fevereiro de 2016 • 2:40 pm

Brasil

Motorista que comprou refinaria de petróleo tem ligações com lobista de Eduardo Cunha

Segundo o inquérito da Operação Lava Jato, Cunha está envolvido nas transações da refinaria e poços de petróleo

Por: Da Redação
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Em depoimento a investigadores da Operação Lava Jato, o economista Felipe Diniz declarou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que Ângelo Tadeu Lauria, comprador de uma refinaria defendida no passado pelo atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na verdade é motorista de um lobista – este, identificado nas investigações como o responsável pelo repasse de 1,3 milhão de francos suíços para um conta bancária do deputado na Suíça, em 2011.

A informação, publicada  pelo jornal Correio Braziliense, consta de inquérito em que Cunha figura como suspeito de ter recebido dinheiro de João Augusto Rezende Henriques, operador do esquema, em troca da compra de um poço de petróleo na África por parte da Petrobras. Nesta negociata, a estatal investiu US$ 66 milhões e não encontrou o minério.

Lauria e Henriques respondem a duas ações judiciais em São Paulo, como o jornal brasiliense mostrou em 6 de janeiro. O suposto motorista comprou do advogado Ricardo Magro, em fevereiro de 2014, a Refinaria de Manguinhos por meio da empresa Rodopetro – uma funcionária dessa empresa disse, segundo o Correio, que Lauria ainda trabalhava lá, em um galpão “dentro da refinaria mesmo”, uma vez que se tratava de uma empresa alocada na refinaria.

Felipe Diniz – filho do ex-deputado Fernando Diniz (PMDB-MG), morto em julho de 2009 – declarou ter conhecido Lauria durante as visitas que disse ter feito à casa de Henriques no Rio de Janeiro, quando o motorista prestava serviços ao operador. A declaração foi feita em 20 de outubro passado, diante de procuradores da Lava Jato.

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