30 de junho de 2015 • 7:53 pm

Maceió

Mova Alagoas realiza debate cultural sobre os 200 anos de Maceió

O historiador e antropólogo Dirceu Lindoso confirmou presença no evento.

Por: Da Redação com Assessoria
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Complexo lagunar Mundaú-Manguaba

Complexo lagunar Mundaú-Manguaba

O Movimento Cultural Alagoano (MovA) promoverá uma série de encontros, ao longo do segundo semestre de 2015, com a proposta de discutir temas e problemas da realidade cultural de nosso estado. No dia 5 de julho (domingo), a partir das 15h, o primeiro MovA Cultura coloca em debate Maceió: 200 anos e suas configurações, num bate-papo com a arquiteta e urbanista Isadora Padilha de Holanda Cavalcanti, especialista em preservação e conservação do patrimônio cultural.

O local do encontro é o Espaço Cultural La Rosa Mossoró, em frente à antiga Praça Rayol, no bairro de Jaraguá.

Durante a conversa, Isadora irá compartilhar com os presentes alguns aspectos importantes sobre a ocupação espacial da cidade e a relação entre desenvolvimento urbano e identidade cultural, tomando como ponto de partida a ocupação da baixada lagunar, notadamente do bairro da Levada. “É importante perceber que, em seus mais de 200 anos, Maceió apresenta configurações singulares de uma ocupação urbana surgida a partir de suas diversas águas”, argumenta Isadora ao justificar a escolha do tema.

O historiador e antropólogo Dirceu Lindoso, uma das fontes de referência dos estudos de Isadora, também é presença confirmada no evento. Em homenagem a sua trajetória de pesquisador, haverá uma mostra com dezenas de seus livros, com destaque para: Uma Cultura em Questão: a Alagoana, A utopia armada – Rebelião de Pobres nas Matas do Tombo Real, O poder quilombola, Formação de Alagoas Boreal, Interpretação da Província: Estudo da Cultura Alagoana. Dirceu é considerado um dos intelectuais clássicos e de grande influência nas pesquisas desenvolvidas sobre a formação histórico-cultural de Alagoas.

A programação do MovA Cultura prossegue ao longo da tarde, garantindo espaço para as trocas simbólicas entre artistas de diferentes linguagens. Às 16h 30, o artista Paulo Franco, da banda Gato Negro, faz uma sessão musical, seguido às 17h pela apresentação do coletivo AfroCaeté, com seu trabalho de difusão do maracatu alagoano.  Paralelos às apresentações, haverá um varal de fotografias com produções autorais e um bazar cultural para comercialização de produtos como CD, livro, filme, foto e artesanato. A entrada no encontro é gratuita.
MovA Cultura – Desde janeiro deste ano, o Movimento Cultural Alagoano (MovA) vem trabalhando para defender as políticas públicas de cultura, em sintonia com os princípios da participação social e transparência. A proposta do movimento é garantir que as conquistas do setor sejam asseguradas por lei e contemplem a diversidade cultural, os interesses da coletividade, a promoção da igualdade racial e de gênero e o incentivo à participação popular no processo de criação cultural.

A partir dessa linha de conduta, o movimento percebeu que era preciso criar um espaço de diálogo aberto com a sociedade sobre questões centrais do universo cultural alagoano. Assim surgiu o MovA Cultura, com a proposta de reunir pessoas de diferentes áreas na reflexão de caminhos que conduzam a sociedade à conquista plena de seus direitos culturais.

 

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