9 de novembro de 2017 • 6:45 am

Justiça

MP solicita informações de Prefeito de Boca da Mata sobre gastos com bandas

Gustavo Feijó anunciou há um mês nas redes sociais a demissão de funcionários comissionados e lotados com funções gratificadas, devido a crise

Por: Da Redação
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Por meio da Promotoria de Justiça de Boca da Mata, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) enviou ofício na quarta-feira (8) ao prefeito Gustavo Dantas Feijó para que envie informações precisas sobre os gastos previstos com bandas de música contratadas para as festividades da emancipação polícia da cidade. O chefe do Executivo tem o prazo de 24 horas para se manifestar, definido pelo promotor de Justiça Bruno Baptista.

“Além das denúncias recebidas, confirmamos por meio da mídia que seriam empregados recursos exorbitantes. Como já estamos bem próximos do evento, estipulei um prazo de 24 horas para que possamos adotar as medidas que acharmos cabíveis, caso comprovada a ilegalidade”, afirma o promotor Bruno Baptista.

No documento, o promotor enfatiza que considerando informações obtidas através da imprensa escrita sobre contratação de bandas para as festividades da comemoração da emancipação do município, solicita, no prazo de 24 horas, que ele informe a relação das apresentações, os gastos a serem despendidos pelo ente municipal, através de certidão, com a realização dos eventos, procedimentos administrativos de contratação das bandas que irão se apresentar, e se ainda houve prévia comunicação aos órgãos de segurança.

Bandas

Nesta terça-feira, 7, a prefeitura divulgou uma programação festiva com  os artistas conhecidos a nível nacional como Solange Almeida, ex-vocalista do Aviões do Forró e Gabriel Diniz, para comemorar a emancipação política da cidade, no dia 11 de novembro.

A divulgação da festa gerou repercussão e questionamentos devido o prefeito, Gustavo Feijó, ter anunciado, há cerca de 30 dias nas redes sociais,  a demissão de funcionários comissionados e lotados com funções gratificadas, devido a crise.

Em resposta ao G1, disse que a festividade já fazia parte do calendário: “Na programação do ano eu tinha me comprometido a fazer três festas: carnaval, São João e o aniversário da cidade. Tinha orçamento para isso. Para economizar, não realizamos o São João, e o dinheiro está sendo usado para a festa de emancipação. Pagamos R$ 200 mil de uma vez para a realização dos shows. Não tem relação esse dinheiro que estamos usando para o evento com o que economizamos com a exoneração de servidores”, expôs

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