29 de julho de 2016 • 11:38 am

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MPF pede no Supremo nova prisão do ex-senador Delcídio Amaral

Delcídio deixou de comparecer à Justiça quinzenalmente, conforme ficou decido no alvará de soltura

Por: Da Redação
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O Ministério Público Federal (MPF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-senador Delcídio do Amaral violou as medidas cautelares impostas a ele em troca de liberdade. Na petição, os procuradores afirmaram que Delcídio deixou de comparecer à Justiça quinzenalmente, conforme ficou decido no alvará de soltura e no acordo de delação assinado pelo ex-parlamentar.

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O ministro Teori Zavascki, que concedeu liberdade ao ex-senador em fevereiro, recebeu a informação do MPF. Caso o descumprimento seja confirmado, Delcídio pode voltar à prisão. Agora, a decisão cabe ao ministro.

Sem fazer menção à manifestação do Ministério Público, a defesa do ex-senador enviou nesta quinta-feira (28) um ofício ao ministro Teori afirmando que Delcídio está em Campo Grande (MS), onde reside, e só deve retornar a Brasília no dia 9 de agosto.

Prisão – Delcídio do Amaral foi preso em novembro do ano passado e solto em fevereiro deste ano por determinção de Teori Zavascki. De acordo com a decisão, Delcídio deveria cumprir recolhimento domiciliar e comparecer à Justiça quando fosse convocado.

Delcídio foi citado pelo ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró e pelo lobista Fernando Baiano como beneficiário do esquema de corrupção na Petrobras.

Segundo as investigações, o senador tentou impedir a delação premiada de Cerveró, oferecendo-lhe até uma ajuda de fuga, conforme indica gravação feita pelo filho do ex-diretor da Petrobras. Segundo a procuradoria, o senador ofereceu R$ 50 mil por mês para o ex-diretor da estatal. Em depoimento, Baiano afirmou que Delcídio recebeu US$ 1,5 milhão de propina pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

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