3 de junho de 2015 • 1:52 pm

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Na hora do supermecado o sofrimento com a economia

A tendência é piorar. O ajuste fiscal do governo deve durar mais dois anos. Enquanto isso os juros…

Por: Marcelo Firmino
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supermercadoÉ exatamente na hora em que o cidadão vai ao supermercado ou à bodega da esquina que sente na pele o tamanho da desorganização da economia do País. Sinceramente, o sofrimento para quem não é do segmento da elite abastada é grande demais.

O poder de compra do cidadão comum está despencando em uma velocidade descomunal. Os salários já não garantem mais a tranquilidade do orçamento familiar e isso tem gerado dissabores para gregos e troianos.

Eis aí, portanto, uma boa causa para a manifestação das ruas.

Mas, aqui nesta terra o brasileiro vive de modismos e modismos. Pouco ligará para a conjuntura econômica que está correndo os salários de forma avassaladora.

O pior de tudo é que tende a piorar. Uma declaração do Ministro do Planejamento, Nelsom Barbosa, chama a atenção para o fato de que “o esforço do ajuste fiscal perseguido pelo Brasil vai demorar pelo menos dois anos”.

Isso quer dizer que o sofrimento será continuado. Numa situação como essa a tendência do governo é travar tudo. Menos as taxas de juros dos bancos, da Receita Federal e os preços das mercadorias.

É numa conjuntura como essa que o pobre mortal percebe que aquela “marolinha” lá atrás se transformou em um furacão forte e capaz de derrubar impérios.

Tudo isso é fruto da política que temos. E isso independe de partido político. Todos comem num coxo só. Quem quer que assuma o poder, na hora da dificuldade aposta sempre na dissimulação, na mentira e na bravata para tentar convencer o incauto de que está no controle da situação.

É o jogo do poder. Pode está ele nas mãos de Chico ou Francisco. Isso não muda.

Quem tem que mudar é a população. Mas isso só vai acontecer, talvez,  quando o colchão do berço esplêndido já não mais existir e as talas do lastro estiverem arrebentando colunas ou perfurando baço e pulmões. Aí, quem sabe?

Triste, mas é real.

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