29 de Abril de 2016 • 12:56 pm

Interior » Política

Na Ufal, integrantes dos movimentos Sem Terra realizam plantio e ato político

Eles homenagearam os 21 trabalhadores mortos, há 20 anos, no massacre de Eldorado de Carajás

Por: Fátima Almeida
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Movimento marca passagem pela Ufal (Foto: Gustavo Marinho / Ascom MST)

Movimento marca passagem pela Ufal (Foto: Gustavo Marinho / Ascom MST)

Plantio de mudas de árvores e hortaliças, manifestações culturais, debate político e um ato em memória das vítimas do massacre de Eldorado dos Carajás, que completa 20 anos. Foi assim que os camponeses que participam da ‘Marcha em defesa da Reforma Agrária, da Democracia e contra o Golpe’, marcaram sua passagem pela Universidade Federal de Alagoas, onde chegaram no final da tarde de ontem (28), após três dias de caminhada.

Eles saíram de União dos Palmares na última segunda-feira (25) e caminharam até Maceió, passando por cinco municípios. De acordo com cálculos das lideranças, cerca de R$ 1.500 pessoas participam da marcha. Hoje pela manhã, no campus universitário, eles plantaram 21 mudas de árvores em homenagem aos trabalhadores mortos em Carajás.

Também inauguraram a horta agroecológica na Residência Universitária, construída a partir do trabalho coletivo entre os trabalhadores rurais para abastecer o Restaurante Universitário, e promoveram debates sobre temas como a reforma agrária e a democracia.

No Centro de Ciências Agrárias (CECA), os Sem Terra realizaram, durante sua passagem, um ato político em defesa da vida e contra o uso dos agrotóxicos, num momento em que diversas organizações participavam do lançamento, em Alagoas, do Comitê da Campanha Contra o Uso dos Agrotóxicos e Pela Vida, reunindo entidades do movimento estudantil, professores e movimentos populares.

“A Ufal abre suas portas para os movimentos sociais, pois sabemos que são eles o sentido de sua existência. A concepção que temos de Universidade é que ela deve existir em função do povo e para o povo”, destacou a reitora Valéria Correia. “A Universidade hoje está do jeito que ela precisa ser: com povo em movimento”, comenta José Roberto, líder do MST.

Desde ontem, estudantes, professores, vários sindicatos e outras entidades de classe participam dos atos realizados durante a permanência dos trabalhadores rurais Sem Terra, na Ufal.

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