4 de agosto de 2017 • 1:27 pm

Brasil

Nas páginas da Época, as imagens das propinas da JBS pagas ao senador Aécio

As imagens da revista de circulação nacional mostram a forma de empacotamento do dinheiro

Por: Da Redação
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Depois do aval que os parlamentares brasileiros – a maioria com problemas na justiça – deram ao presidente Michel Temer, livrando-o da denúncia da Procuradoria Geral da República, que o acusou de prática de corrupção, no exercício do cargo, a revista Época desta semana chega as bancas com as imagens das propinas recebidas pelo senador tucano Aécio Neves, candidato derrotado a presidência do Brasil e um dos líderes do movimento para derrubar a presidente Dlma Rousseff.

A revista  publica, nesta sexta-feira, as imagens da propina de R$ 2 milhões paga pela JBS.  As fotos registram a organização e o empacotamento dos R$ 2,4 milhões em cash entregues a prepostos de Michel Temer, do senador Aécio Neves e do doleiro Lúcio Funaro.

Dinheiro pra que te quero

“ÉPOCA reconstituiu a cena por meio de gravações autorizadas pela Justiça (ouça um dos áudios) se de entrevistas reservadas com participantes da ação controlada. Reconstituiu, também, as outras quatro entregas de dinheiro vivo acompanhadas pela PF entre abril e maio deste ano, na Operação Patmos, resultado das delações dos executivos da JBS.

Os cinco pagamentos somaram R$ 2,4 milhões. Foram três entregas de R$ 500 mil destinadas a Aécio, uma de R$ 400 mil destinada ao doleiro Lúcio Funaro e, por fim, uma de R$ 500 mil destinada ao presidente Michel Temer – aquela da mala preta com rodinhas, que cruzou velozmente as calçadas de São Paulo graças às mãos marotas de Rodrigo Rocha Loures, o “longa manus” do peemedebista, nas palavras da Procuradoria-Geral da República.

O empresário Frederico Pacheco, o Fred, primo de Aécio, foi quem recebeu as três malas com R$ 500 mil em propina ao senador tucano, segundo as delações da JBS. “Começou no dia 5 de abril, voltou no dia 12, já sob monitoramento da PF, e manteve o cronograma nas semanas seguintes: encontrou Saud, no mesmo local, também nos dias 19 de abril e 3 de maio. Cumpria a tarefa enquanto o Brasil conhecia o teor das delações da Odebrecht; enquanto o país assistia aos depoimentos do executivos da empreiteira, que tanto incriminavam Aécio. ‘Eu durmo tranquilo’, disse Fred no segundo encontro, logo após racionalizar os crimes que cometia como um ato isolado, que não o definia. ‘Se eu te contar uma coisa você não vai acreditar: a única pessoa com quem eu tratei em espécie foi você. A única pessoa que pode falar de mim é você’. Saud deixou-o à vontade para desabafar. ‘Como é que eu não faço? Tenho um compromisso de lealdade com o Aécio’, disse o delator da JBS.

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