23 de maio de 2016 • 9:02 pm

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No antro da corrupção, Jucá apenas pede licença do cargo de ministro

Michel Temer não exonerou o Ministro flagrado na trama para parar a Operação Lava Jato

Por: Da Redação
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Flagrado no antro da corrupção, o senador Romero Jucá tirou licença do Ministério do Planejamento e voltou para o Senado. Ele não queria deixar o cargo. Foi convencido há muito custo.

Ele decarou que  se afastr do cargo e volta ao Senado até que o Ministério Público Federal se manifeste a respeito das gravações em que ele defende a troca do governo e a construção de um “pacto” para “estancar a sangria” da Operação Lava Jato. O peemedebista não quis pedir demissão, apesar da pressão de aliados do presidente interino Michel Temer, e optou por uma “licença” do cargo. Temer aceitou a licença por saber que seu cargo depende de Jucá e de Eduardo Cunha, o presidente afastado da Câmara.

Romero Jucá: apenas uma licença

Romero Jucá: apenas uma licença

Jucá justificou que conversou com Sérgio Machado não como ministro, mas como senador. “Não há na conversa nenhum posicionamento diferente do que tive em entrevistas e em questões públicas”, explicou o senador. “Vou pedir licença do cargo a partir de hoje a noite, quando vou pedir ao Ministério Público Federal que se manifeste e diga se há ou não irregularidade na minha conversa com o ex-senador Sérgio [Machado]“, afirmou.

Enquanto estiver afastado do cargo, Jucá assume suas funções no Senado, onde disse que vai trabalhar pela rápida aprovação da nova meta fiscal do Executivo. Com o afastamento dele, o Ministério do Planejamento será comandado pelo  secretário-executivo Dyogo Henrique de Oliveira. Jucá afirmou também que seguirá na presidência do PMDB nacional.

O peemedebista esteve no Senado juntamente com o presidente interino Michel Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o secretário de governo, Geddel Vieira Lima, e o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Eles foram entregar ao presidente do Senado o projeto de alteração da meta fiscal do governo neste ano.

Romero Jucá anunciou ainda que negociou com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e que a proposta deve ser votada nesta terça-feira (24) às 11h. “Vou acompanhar a votação da comissão [Mista de Orçamento] hoje [segunda, 23] e amanhã reassumo o Senado para fazer o enfrentamento até que o MPF se manifeste sobre as condições da minha fala com Sérgio Machado”, disse.

Temer e sua equipe foram recebidos aos gritos de “golpistas” no Senado Federal. O protesto foi liderado pelos deputados petistas Moema Gramacho (BA) Paulo Pimenta (BA) e Élder Salomão (ES), que levaram placas com os dizeres “Delcídio = Jucá, prisão e Conselho de Ética já!”

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