7 de maio de 2017 • 11:37 am

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No olho do furacão: ‘Fora Gilmar’ já tem mais de 500 mil assinaturas

Abaixo-assinado pede também o impeachment de mais dois ministros do STF: Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski

Por: Fátima Almeida
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Gilmar Mendes no olho do furacão

As redes sociais mudaram de vez o ritmo das coisas e causas no mundo. Quando, em nossa cabeça, iria passar que o STF se preocuparia com abaixo assinados? Nunca, pelo menos no modelo em que se faziam essas coletas de assinaturas, em várias páginas que passavam meses rodando pelo país e acabavam engavetadas nos cartórios ou gabinetes dos recebedores desses manifestos populares, sem que se tivesse mais notícias deles.

Quantos tantos assinamos e se perderam por aí?

Hoje não! Os abaixo-assinados ganham a velocidade da internet e a força das redes sociais e todos podem acompanhar o desfecho de seu propósito.

O mais recente, criado na quarta (3) e hospedado no site change.org, pede o impeachment dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. E de saída atingiu, rapidinho – em menos de 48 horas – a meta inicial de 300 mil assinaturas. Neste domingo (7), quatro dias após ser lançada, a carta já ultrapassa a margem das 500 mil assinaturas e aproxima-se rapidamente da nova meta – nada modesta – estabelecida pelo seu propositor, que pretende encaminhar o documento ao Senado com a marca de 1 milhão de assinaturas.

O argumento do autor é de que esses três ministros ‘proferiram, diversas vezes decisões que contrariam a lei e a ordem constitucional’, e cita as recentes solturas de réus como José Dirceu e Eike Batista, fatos que, muito provavelmente, são a razão do impulso que ganhou a adesão ao documento.

O foco principal é Gilmar Mendes, que em várias ocasiões já foi colocado sob suspeição de tentar esfriar a Lava-jato e tentar salvar a pele de aliados que também ardem na fogueira da corrupção.  

Diz o autor do abaixo-assinado, José Luiz Maffei, que o ministro demonstra ‘julgar com parcialidade e a favor de interesses que nem sempre coincidem com o bem comum’.

E no calor da disputa – povo x STF – o abaixo-assinado de Maffei não é o único com esse teor, embora seja o que, até agora, ganhou mais força com maior número de apoiadores.

Esta semana o ministro Edson Fachin, relator da Lava-jato, solicitou à Procuradoria-Geral da República que se manifeste em outra ação, de iniciativa de juristas que defendem o impeachment específico de Gilmar Mendes.

Na justificativa, os juristas afirmam que o ministro “tem envolvimento em questões político-partidárias” e participa de julgamentos “de causas ou processos em que seus amigos íntimos são advogados”, e nos quais deveria se considerar suspeito.

De um lado e de outro, o cerco vai se fechando. O clima tá tenso, na casa da Suprema Corte. E pelo jeito a lama da Lava-jato ainda vai espirrar em muita gente.

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