3 de maio de 2016 • 1:28 pm

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No País de Cunha, a deputada Raquel pode ser ministra de Temer

Estamos no limiar da tristeza nacional. Com toda certeza ninguém sabe o que será o amanhã.

Por: Marcelo Firmino
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Longe, bem longe de casa, e vendo as notícias sobre o momento político do Brasil fiquei a imaginar aquelas figuras desfilando diante das câmeras de TVs e dos microfones da Câmara dos Deputados, no momento da autorização do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Diante das lembranças de tantas bizarrices daquele momento, além da mentira convicta brotada da fala de muitos, surgiu a imagem daquela parlamentar mineira que votou pelo marido “exemplo de honestidade na administração da Prefeitura de Montes Claros (MG)”. Ele, Ruy Adriano Borges Muniz, o prefeito da cidade, foi preso no dia seguinte à votação do impeachment  pela Polícia Federal acusado de usar meios fraudulentos para inviabilizar o funcionamento de hospitais da cidade.

E agora fiquei a me questionar onde andará a deputada fervorosa do impeachment que votou contra corrupção e partilhava das mazelas e benesses, frutos da corrupção do próprio marido?

Onde andará ela?

Raquel e o marido corrupto.

Raquel e o marido corrupto.

Quem sabe não ganhará um ministério de Michel Temer. Não será surpresa, uma vez que Temer tem discutido o ministério do seu provável futuro governo com José Serra (PSDB), Aécio Neves (PSDB) e, principalmente, com seu aliado mor, Eduardo Cunha (PMDB).

Alguns deputados pastores, que vivem sob as asas de Cunha, já foram indicados. A deputada Raquel Muniz (PSC) também poderá ser.

Em meio a essa lembrança curiosa surgiu a constatação de que o País é de Cunha. E acunhado estão todos os brasileiros – coxinhas ou não.

O acuado STF mostra-se impotente diante das artimanhas de um senhor que parece ter todo o círculo do poder em suas mãos, incluindo o Judiciário.

Estamos no limiar da tristeza nacional. Com toda certeza ninguém sabe o que será o amanhã.

Mas, é possível que ela, a deputada Raquel, seja ministra.

 

 

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