24 de Maio de 2015 • 8:13 am

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Nos ‘boletins’ do secretariado de Renan Filho tudo ainda é interrogação

O governo já sabe que agricultura não se faz só para pecuaristas, que criança, adolescente, minorias e idosos merecem um foco mais arrojado.

Por: Marcelo Firmino
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O primeiro boletim com as notas dos secretários da Administração Renan Filho (PMDB) ainda não saiu, mas no Palácio já se sabe que a Secretária da Saúde, Rozangela Maria de Almeida Fernandes Wyszomirska é a de desempenho mais questionado até então.  A secretária é indicação de Renan pai e amiga do vice-governador, Luciano Barbosa.

A questão passa pelo temperamento peculiar e falta de jogo de cintura para lidar com as demandas de uma área das mais complexas em qualquer  gestão. Soma-se a isso o fato de não dar a mínima para o que surge no gabinete com o código postal do legislativo.

O governador prometeu notas para os secretários.

O governador prometeu notas para os secretários.

Nesse aspecto particular o governo já sofre criticas entre os parlamentares da base aliada na Assembleia Legislativa, se é que há uma base consolidada. Obviamente que os deputados não responsabilizam secretários, mas o próprio governador pela ausência de relações harmoniosas junto às secretarias como um todo. Estão convencidos de que há uma orientação geral neste sentido.

Na atualidade os olhos do governo estão voltados para a Secretaria de Segurança Pública em função dos índices de violência no Estado e de ter herdado o caos absoluto no setor. Toda atenção, então, ao trabalho da Defesa Social. Embora a greve da polícia civil seja um sinal de alerta para que o olhar do governo seja para o todo. Além desse foco, a Fazenda, por razões óbvias e o momento vivido não é uma “ondinha”.

Determinado e confiante no sucesso da gestão, Renan Filho tem se movimentado para dar uma cara moderna e diferenciada ao governo, mas até agora as coisas não andaram conforme o que se pretende. A crise que abala o orçamento da união e a economia  do País tem atrapalhado, mas ainda assim há secretarias que não disseram absolutamente o que fazem de fato.

O governador tem suas anotações e sabe onde está o calcanhar de Aquiles. O governo já sabe que agricultura não se faz só para pecuaristas, que criança, adolescente, minorias e idosos merecem um foco mais arrojado, que as ações sociais devem ser o carro chefe de uma gestão, que a infraestrtura exige mais do que um gerente e a educação não pode se exceder nas virgulas, nem deixar de ter ponto.

Tudo até então é interrogação.

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