28 de outubro de 2015 • 9:11 am

Brasil

Novo estatuto propõe armas nas mãos de políticos e bandidos por 10 anos

Estatuto do Desarmamento aprovado em comissão arma a população e declara o “salve-se quem puder”.

Por: Da Redação
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O novo Estatuto do Desarmamento avança na Câmara e vai armar a população em casa e no trabalho, se aprovado no congresso nacional. Isso por que os deputados aprovaram o parecer de Laudivio Carvalho (PMDB-MG) propondo mudanças no Estatuto do Desarmamento (Projeto de Lei 3.772/12). A votação foi realizada na comissão especial instalada na Câmara para discutir a legislação.

Destaques ao projeto ainda serão analisados na próxima terça-feira, 03.  A proposta, intitulada Estatuto de Controle de Armas de Fogo, flexibiliza as regras em vigor e reduz, por exemplo, de 25 para 21 anos a idade mínima para o porte de armas. Concluída a fase de destaques, o texto seguirá para votação em plenário. O porte de arma será definitivo e terá validade de 10 anos.

Diferentemente do atual estatuto, que obriga o interessado a declarar a efetiva necessidade da arma – o que permite que a licença venha a ser negada ou recusada pelo órgão expedidor –, o novo texto assegura a todos os cidadãos, desde que cumpram pré-requisitos exigidos em lei, o direito de portar armas de fogo com o objetivo de proteção do patrimônio ou legítima defesa. Inclusive, ex-presidiários que já tenham cometido homicídios ou assaltos à mão armada.

O projeto determina a exigência de curso para comprovar a habilidade do cidadão no manejo de arma de fogo, e prevê quatro tipos diferentes de licença: funcional; pessoal; para porte rural; e de atirador e caçador. O texto define ainda que as licenças são pessoais, intransferíveis e válidas por dez anos em todo o território nacional.

Também terão direito a usar arma em casa, na rua e no trabalho os deputados, senadores  deputados; membros da Advocacia-Geral da União; agentes de fiscalização do Sistema Nacional do Meio Ambiente; agentes de segurança socioeducativos; e peritos e auxiliares de órgãos de perícia oficial de natureza criminal.

Divergências –Durante a sessão, membros da comissão divergiram em relação às consequências do acesso da população a armas de fogo. Alessandro Molon (Rede-RJ) disse que a aprovação do projeto “é uma confissão de falência do poder público”. ”O que está sendo dito hoje aqui é ‘graças à nossa incompetência, defendam-se vocês,virem-se vocês, salvem-se vocês’”, declarou o deputado fluminense durante a sessão.

Por outro lado, João Rodrigues (PSD-SC) afirmou que o projeto irá permitir que a população se defenda. Ao comentar o posicionamento do secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, contrário às alterações propostas no estatuto, João Rodrigues o acusou de não querer trabalhar. “Alguns secretários que estão se manifestando não querem mais trabalho, porque lhes faltam capacidade e competência para controlar a violência em seus estados”, disparou o deputado.

1 Comentário

  1. O que, esperar bons exemplos de uma clase que só da mal exemplos.Um parlamento de uma nação composta de parlamentares serio e honrados jamais permitiriam que bandidos portacem armas. Um parlamento que permite bandidos portarem armas, só entendo de uma forma é tão BANDIDO quanto os bandidos autorizados a usarem armas.Pobre BRASIL.

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