24 de maio de 2017 • 8:30 am

Marcelo Firmino

O caráter abjeto dos corruptos de agora e a falácia da sociedade

O que se revelou aos povos sobre a corrupção no Palácio sempre foi o óbvio

Por: Marcelo Firmino
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A falácia de uma sociedade ética  que combate a corrupção e que iria fazer a limpeza do Brasil, destituindo do poder os políticos corruptos caiu por terra, desde que se tornou explícito o caráter abjeto do Presidente da República. Os corruptos de agora não são em nada diferente dos outros que por lá passaram.

Apenas revelou-se aos povos o que já era óbvio. Mas a sociedade, antes com sede de justiçamento contra os corruptos, silenciou como se estivesse surpresa e assim ficou petrificada. E não apenas isso. Agora pelas redes sociais o que se vê é muita gente a defender “o inocente” Temer, por que o áudio da gravação de Joesley Batista é “inconclusivo”.

“Não vale como prova”!  Apressam-se os interessados em manter os corruptos de agora reunidos no Poder. As provas do caso ficam para a Polícia Federal, o Ministério Público e o STF. 

Nesse instante, diante de tudo que a própria sociedade já produziu e divulgou na mídia, nas calçadas, bares, redes sociais e nas conversas de alcovas, há um fato que, no âmago, transcende o processo legal que é exatamente a questão moral que corroeu os alicerces do Palácio do Jaburu e jogou na lama o governo que “surgiu” para limpar o País dos corruptos.

O fato é que o governo Temer já nasceu podre. O entorno dele com ministros como Moreira Franco, Eliseu Padilha, Geddel Vieira Lima, José Yunes, Tadeu Filipelli e Rodrigo Loures (o da mala de R$ 500 mil), já revelava o óbvio que mais tarde veio a público. Corruptos, simplesmente corruptos.

E agora o que ocorre?

Nada além das arrumações políticas para salvação das peles de todos que chafurdam na lama. Lideranças políticas entendem como conveniente propor a Temer que, caso a situação fique insustentável, os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, ‘o gato Angorá’, sogro do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também sejam preservados em seus cargos para que mantenham os privilégios diante das investigações da Lava Jato. Eles foram denunciados como corruptos e respondem a processo no STF.

O PSDB, grande avalista do governo, articula para que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso assuma no lugar de Temer pela via indireta. Ou seja, quer o poder por completo de qualquer forma, apesar do Aécio e outros tucanos investigados no mesmo barco.

E assim se esvai toda aquela história de limpar o Brasil dos corruptos.  O que há são interesses ao sabor das conveniências. Ou seja, é uma frevança só.

Aliás,bem a propósito, há um frevo que o saudoso Edécio Lopes compôs para o bloco Filhos da Pauta que diz assim: -É meia-noite em Brasília… E um silêncio de cortar o corração…

 

 

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