16 de junho de 2015 • 8:45 pm

Cotidiano

O desastre da saúde em Alagoas, segundo Rozangela Wyszomirska

Postos e ambulâncias sucateadas à espera do funcionamento das UPAS que não saíram.

Por: Da Redação
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Rozangela Wyszomirska: sem perspectivas.

Rozangela Wyszomirska: sem perspectivas.

A precarização dos serviços, o sucateamento dos postos e dos veículos, como as ambulâncias retratam o caos absoluto na estrutura de atendimento da saúde pública em Alagoas. O quadro não foi pintado por nenhum político de oposição no Estado – até por que não existem – mas pela própria Secretária Estadual de Saúde, Rozangela Wyszomirska.

E esta é uma situação que, segundo ela, não há o que fazer a curto prazo. A fala da secretária se deu durante uma entrevista ao radialista Rogério Costa, na Rádio Gazeta. Um ouvinte ligou e denunciou o estado deplorável dos postos de saúde, as ambulâncias fétidas,  com macas ensanguentadas e estruturas sucateadas. Ela confirmou o fato e disse que assim estão todas as ambulâncias do Estado.

Em seguida Wyszomirska declarou que não há como resolver essa situação. Ainda acrescentou que o mesmo problema existe com os enxovais dos postos e que o governo ainda não sabe o que vai fazer com essa estrutura desajustada e falida. A expectativa, segundo ela, era de passar o atendimento dos postos para as UPAS, mas que a Prefeitura de Maceió não conseguiu colocar para funcionar duas UPAS na cidade que foram construídas com recursos do governo federal. “Então está tudo parado por que as UPAS não saem”, reclamou.

A frota de ambulância do governo estadual data de 2008. Embora sem perspectiva de quando será renovada, ela espera que no próximo ano seja feita uma licitação para a aquisição dos novos veículos. Enquanto não for feita o usuário vai ter que conviver com o cenário do desastre e do descaso.

Wyszomirska disse que espera contratar 250 novos leitos na rede privada para atender a demanda dos pacientes do SUS, mas reconhece que uma carência no Estado de mais de 2000 leitos. Revelou que hoje na estrutura da saúde existem 5000 leitos cadastrados, mas que nem todos estão ativos.

A situação é desesperadora, sobretudo, para quem precisa do atendimento nos postos, hospitais, ambulatórios e maternidades públicas. Mas, o governo ainda não tem um norte de como vai socorrer a população que precisa e depende desse serviço.

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