24 de agosto de 2015 • 8:30 am

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O estranho silêncio dos tucanos sobre Eduardo Cunha

Alguma coisa de muito estranha está no ar.

Por: Marcelo Firmino
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O estranho silêncio das lideranças tucanas sobre a situação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) poderia ser visto como incompreensível para alguns, mas na verdade revela a verdadeira face do PSDB, que não tem preocupação alguma com a corrupção. O que lhe interessa de fato é o poder.

Cunha foi denunciado na Lava Jato por ter recebido propinia de US$ 5 milhões do esquema da Petrobrás. Ele esperneou, berrou e disse que cair não cai sozinho.

O PMDB, partido dele, logo se apressou em divulgar uma nota em solidariedade ao presidente da câmara só faltando batizá-lo de “santo Cunha”.

Em outra direção, PPS, PSOL, PSB e outros partidos menores pediram a imediata renúncia do presidente por considerarem que ele como investigado na Operação Lava jato não teria condições morais de continuar no comando do parlamento brasileiro.

Enquanto isso, os tucanos Aécio Neves, FHC, José Serra, Aloysio Nunes e outros de menor plumagem calaram-se. Não disseram nenhuma palavra sobre o envolvimento do presidente da Câmara com a corrupção.

Aliás, o senador Aécio até se reuniu com Cunha a portas fechadas depois que Janot denunciou o primeiro ao STF.

Pois é. Esse silêncio todo que atordoa deixa uma coisa mais que estranha no ar.

Por que será, hein?

 

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