3 de outubro de 2017 • 8:36 am

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O ‘estupro moral’ nas redes sociais será pior nas eleições de 2018

Nada é discutido com altruísmo, mas preferencialmente com perversidade, mentiras e desejos mórbidos.

Por: Marcelo Firmino
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Vítima dos falsários das redes sociais, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) chamou a atenção no Senado para o próximo processo eleitoral, com uma leitura bem realista dos fatos que se sucederão em 2018.

Segundo ele,  a próxima eleição vai ser ganha não por quem trouxer melhores ideias, “mas por quem conseguir responder melhor às falsas notícias, aos boatos que se espalharão”.

Mas, cá pra nós, poderá ser ganha também por quem melhor espalhar os chamados  fake news pelas praças do País, considerando que esse conteúdo, muitas vezes bizarro, ora absurdos e outras tantas violentos, logo caem no gosto popular e assim são absorvidos como verdade absoluta.

O lamentável disso tudo é que a sociedade brasileira tomou pelo gosto por esse tipo de conteúdo que fere imagens, destroem reputações e provocam até atentados a alma de indivíduos.

Eis, portanto, uma triste realidade que se espalhou com as redes sociais e que dão a exata dimensão da sociedade doente em que vivemos. Nada é discutido com altruísmo, mas preferencialmente com perversidade, mentiras e desejos mórbidos.

Hoje mais de 120 milhões de brasileiros são usuários do WhatsApp e os gestores do aplicativo já disseram em entrevistas que o Brasil é o País que circula as mensagens de pior conteúdo no mundo.

Isso, portanto, não vai parar. A tendência é piorar, principalmente em período eleitoral onde os interesses nocivos à razão e à educação fluem de forma mais intensa e criminosa.

Aliás, como disse o senador Cristovam, provocam “o estupro moral”.

É isso mesmo.

O senador foi vitima de um fake que, durante 15 minutos, gravou uma mensagem de áudio imitando a voz dele e defendendo uma imediata intervenção militar no Brasil. Humanista por excelência, Buarque disse que jamais faria tal pronunciamento, mas se surpreendeu ao ser abordado nas ruas pelas pessoas que pensavam ser ele mesmo o dono da voz no WhatsApp.

Como na corrida eleitoral candidatos pisam até no pescoço da mãe, desde que ele não apareçam como responsáveis, não é muito difícil prevê o que estar por vir em 2018.

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