26 de maio de 2016 • 11:28 am

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O governador, o reajuste zero e a greve geral

Não é novidade um governante dizer que não pode reajustar os salários do funcionalismo. Todos sabem que os servidores públicos são os primeiros a serem lembrados quando é preciso cortar…

Por: Bleine Oliveira
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Não é novidade um governante dizer que não pode reajustar os salários do funcionalismo. Todos sabem que os servidores públicos são os primeiros a serem lembrados quando é preciso cortar gastos, e os últimos beneficiados quando o momento econômico é favorável.
Portanto, não há motivo para surpresa quando o governador Renan Filho (PMDB) declara, em alto e bom som, que o funcionalismo estadual não receberá aumento de salário até que o cenário político-econômico nacional se defina.
Segundo ele, o Estado não tem capacidade de custear os gastos com pessoal, sem infringir o limite prudencial previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. A LRF define que o pagamento de pessoal não deve ultrapassar os 46,17% da receita corrente líquida do Estado.
Com a postura inflexível de sempre, RF declarou que a única garantia que pode oferecer hoje ao funcionalismo é que os salários serão pagos em dia. Mas não deixou de alertar que, em outros Estados, como o Rio de Janeiro, servidores amargam até dois meses de atraso salarial. Não deixem ele saber que, no Acre, o governo está propondo o parcelamento dos salários.
A postura do governador está sendo contestada pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos e pela CUT/AL, que ameaçam uma greve geral. Se isso ocorrer, quem será mais uma vez prejudicado?
Certamente não será RF, nem seus familiares.
É um equívoco das lideranças sindicais, após décadas de enfrentamento, paralisar os serviços públicos. Não funciona, a não ser para causar transtorno à vida do cidadão que precisa de atendimento em Saúde; para expor crianças e adolescentes ao crime – já que as escolas fecham; e por aí.
Todavia, não basta o governador dizer que as finanças do Estado não suportam os aumentos que o funcionalismo reivindica.
Sua conduta deve ser pautada pela responsabilidade, claro, mas também e principalmente pelo diálogo. Apresentar números à sociedade é um dos caminhos. Chamar os demais Poderes a ajudar no enfrentamento das dificuldades é outra boa alternativa de pacificação.
A crise será superada, certamente.
Mas os maiores traumas não podem ser jogados apenas nas costas dos servidores públicos!

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