7 de setembro de 2016 • 8:12 am

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O Brasil da era Tite: A seleção que (con)vence

Num duelo equilibrado, na Arena Amazonia, Miranda e Neymar marcaram pelo Brasil. Marquinhos, em gol contra, marca pela Colômbia

Por: Fátima Almeida
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Tite: uma filosofia de tabalho que vem dando certo - Foto: AFPP

Tite: uma filosofia de trabalho que vem dando certo na seleção – Foto: AFPP

Com um placar de 2 x 1 sobre a Colômbia, o Brasil fechou a oitava rodada das eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 com 15 pontos, longe da zona de risco de desclassificação em que foi deixado pelo ex-técnico Dunga.

Em apenas dois jogos, desde que estreou no jogo contra o Equador, com vitória convincente, por 3 x 0, na semana passada, o técnico Tite levou o Brasil a avançar 6 pontos rumo à classificação, cravando 100% de aproveitamento à frente da seleção.

Nos seis primeiros jogos das eliminatórias, ainda sob o comando do técnico Dunga, a seleção havia acumulado apenas 9 pontos dos 18 que possibilitariam sua participação na próxima Copa do Mundo. Estava na sexta posição do grupo sulamericano, à margem de uma desclassificação. Apresentava um futebol medíocre – incompatível com o nível dos jogadores que formam o seu plantel – sem perspectiva e sem a confiança da torcida, que dava sinais de impaciência.

Nas duas últimas partidas o Brasil espantou o fantasma da ameaça de desclassificação – hoje é o vice-líder no quadro de classificação para a Copa do Mundo, dividindo espaço com a Argentina, também com 15 pontos, atrás apenas do Uruguai que ontem chegou a 16 pontos. Mais que isso, a seleção brasileira vai consolidando o reencontro com a sua torcida; reconquistando a confiança.

Em duas vitórias consecutivas, o treinador da seleção brasileira mostrou um time competitivo; uma equipe (no verdadeiro sentido) em condições de chegar à Copa do Mundo e mostrar que a seleção brasileira é mais que um jogador – é uma constelação de craques que sabem jogar futebol.

Tite montou uma equipe que se entrosa dentro de campo e que entende e acata a sua filosofia de trabalho; montou uma formação que vem dando certo, fundamentada, principalmente, no trabalho e reconhecimento de equipe – e não no brilho de uma estrela só. Uma equipe que tem Neymar, Gabriel Jesus, mas tem também Marcelo, Miranda, Alisson, William, Renato Augusto, Daniel Alves, Marquinhos, Casemiro, Paulinho, Giuliano, Phillipe Coutinho – cada um por todos, e não apenas todos por um.

E, considerando a máxima de que não se mexe em time que está ganhando, é provavelmente esse mesmo grupo que segue para as próximas rodadas, no mês de outubro, quando a seleção brasileira recebe a Bolívia, em Natal, e depois viaja para enfrentar a Venezuela fora de casa, numa posição confortável; cheia de confiança numa nova: A Era Tite.

O JOGO

Jogando em casa, na Arena Amazonia, na noite de ontem, o Brasil tratou de se estabelecer logo no começo do jogo. Em jogada ensaiada, Neymar cobrou escanteio e Mirança aproveitou bem a bola, completando com precisão, aos 2 minutos do 1º tempo. A vantagem no placar deu tranquilidade à seleção brasileira para tocar bola em boas jogadas, avançar e criar boas chances, sempre com a participação de Neymar, que num lance bonito mandou para Paulinho completar o que seria o segundo gol do Brasil. Mas o desvio feito na da bola com o braço não passou despercebido pela arbitragem, que levantou o cartão amarelo para Paulinho e o gol não valeu.

O segundo gol da partida foi marcado pelo zagueiro Marquinhos, da seleção brasileira. Gol contra, de cabeça, numa tentativa de desvio da bola lançada pelo colombiano James Rodriguez. Brasil 1 x 1 Colômbia, aos 35 do primeiro tempo.

No segundo tempo o Brasil continuou pressionando, dominando a partida e buscando o desempate, consolidado aos 28 minutos, em jogada saída do meio do campo, com Philippe Coutinho, para Neymar, que recebeu na ponta esquerda e soltou a bomba, sem chance para o goleiro Ospina. Brasil 2 x 1 Colômbia.

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