16 de fevereiro de 2017 • 7:10 am

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O oportunismo do delegado nas redes sociais é desrespeitoso com a PC

São os tempos das redes sociais, onde aparecer significa mais do que respeito e ética profissional

Por: Marcelo Firmino
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A febre das redes sociais expõe ao mundo todo tipo de gente e idiossincrasias para todos os gostos. É um festival de caras e bocas querendo aparecer, que vai desde autoridade até menino sem juízo de periferia com arma na mão.

Passa por celebridade expondo fotos íntimas de “insta a face”, até ministros deslumbrados com o cargo fazendo selfies escancarando os dentes. De repente este é o mundo normal da nova ordem da sociedade que temos.

Mas, há também oportunistas de plantão que, de uma hora para outra, viram ombudsman de categoria, quando, praticamente, não tem nada a ver com ela.

Quer saber?

É o caso do delegado, Lucimério Campos, que se desligou da Polícia Civil e saiu atirando na instituição pelas redes sociais, passando a imagem de que pedira a exoneração por que estava contrariado com ela e seu comando.

Nada disso. O fato é que ele buscou antes outro emprego, mais confortável e de menos risco na capital pernambucana, e só depois pediu para sair da Polícia.

Nesses tempos bicudos de hoje, onde a intolerância escorre pelos poros e o canto da boca, de ricos e pobres, brancos e pretos, o fato da postura do ex-delegado virou notícia.

E virou como se ele estivesse se apresentando como o mais íntegro, honrado, corajoso, honesto e isento profissional desse mundo. Até pode ser tudo isso. Mas, teria sido muito mais decente se tivesse questionado bem antes, publicamente e no exercício do cargo, os erros e mazelas da instituição a que estava vinculado.

Jogar para a plateia agora, excelência, é um desserviço e um desrespeito aos seus “colegas”, ou ex-colegas, e à própria instituição que o abraçou.

Mas, assim caminha a humanidade.

 

2 Comentários

  1. Prezado jornalista. A bem da verdade o delegado citado na matéria nunca procurou um emprego. Ele já o tinha, pois é concursado no TJ de Pernambuco e havia solicitado licença (pelo tempo que era concursado), conforme estabelece a Lei, para ocupar o cargo de Delegado da PC em Alagoas. Outro detalhe. Ele nunca atirou contra a PC de Alagoas e seus comandantes. Sempre procurou dialogar e assim mostrar os erros e acertos, porém, nunca foi ouvido. Espero que essas minhas observações ajudem a ver melhor o que realmente aconteceu e ajude também a interpretar o que de verdade aconteceu.

  2. João Neto disse:

    Santa ingenuidade ou malícia do blogueiro!
    Como o Delegado que ainda estava em estágio probatório vai reclamar publicamente da instituição se os gestores não aceitam críticas, nem construtivas?
    Ia ser exonerado sem pena!
    Aí também seria burrice!
    Mas sou testemunha de que ele reclamou sim pra os seus superiores, de todas as ingerências e desmandos.
    E por isso mesmo ficou sendo malvisto por quem não queria o certo e muitíssimo bem visto pelo restante da classe.
    E ele não buscou coisa melhor pra depois sair, não.
    Ele retroagiu, voltando pra o cargo de Técnico Judiciário que ocupava antes de ser Delegado, pra ganhar bem menos, diga-se de passagem.
    Sorte a dele!
    Dinheiro não é tudo e muito menos compra a dignidade dos Homens decentes!
    Agora saiba ouvir também e tenha a decência de publicar esse comentário, nobre Marcelo Firmino!

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