21 de novembro de 2015 • 9:25 am

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O País travou e os factóides formam a opinião. Não é hora do entendimento?

O que se quer é fazer andar o que parou, desde que a briga começou, logo após o resultado das eleições do ano passado.

Por: Marcelo Firmino
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A história da polarização política no País tem travado tudo, principalmente a economia. O que está sobrando no meio dessa balbúrdia é um caldo de intolerância que pode gerar situações muito mais amargas para a sociedade, do que estamos vivenciando atualmente.

Esse caldo tem farta irrigação nas redes sociais e é reverberado na forma de factóides, os quais acabam formando opinião sem consistência, mas muita vezes de forma extremamente irresponsável.redes sociais

Por isso mesmo, porta vozes do setor produtivo do País já começam a defender um entendimento entre as lideranças partidárias brasileiras, em nome do País, do desenvolvimento, da economia.

Se há interesses outros nessa história ou não, ainda não se sabe, mas a iniciativa a princípio é louvável. Buscar o entendimento na hora da crise é o que toda qualquer pessoa de bom senso tenta em qualquer lugar do mundo, quando se está em risco a qualidade de vida de toda coletividade.

Por que ser diferente no Brasil?

Na defesa do entendimento surge o industrial Jorge Paulo Lemann, principal acionista da AB InBev e considerado o homem mais rico do País, que aos 76 anos está chamando a responsabilidade dos políticos, sobretudo dos ex-presidentes, Lula e Fernando Henrique Cardoso, para que assumam essa discussão  pelo entendimento.

Ele não destrinchou qual a sua ideia do entendimento. No entanto, se esses dois citados sentarem à mesa para um diálogo aberto e responsável já seria um caminho. E aqui não se está falando de jogar panos quentes nos corruptos do País. Quem deve que pague.

O que se quer é fazer andar o que parou, desde que a briga começou, logo após o resultado das eleições do ano passado.

Só que, pelo andar da carruagem, com rodas avariadas, parece que a proposta não passa de uma utopia.

Uma pena.

1 Comentário

  1. Muito boa análise, Marcelo. Vivemos a era dos factoides formando opinião de maneira inconsistente e irresponsável e gerando intolerância. Onde isso tudo vai parar? É preciso refletir!

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