28 de setembro de 2015 • 10:52 am

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O papa Francisco e 100 mil crianças abusadas sexualmente pelos padres

O Papa Francisco, indiscutivelmente, foi uma grata surpresa para o mundo. O homem está bem antenado com o tempo, como há muito não se via na igreja católica apostólica romana….

Por: Marcelo Firmino
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Papa Francisco

Papa Francisco

O Papa Francisco, indiscutivelmente, foi uma grata surpresa para o mundo. O homem está bem antenado com o tempo, como há muito não se via na igreja católica apostólica romana.

Enfrentar de cara os dramas dos nossos dias, como a intolerância na sociedade e questões de direitos humanos que a igreja não ousava discutir por conta de seus dogmas, tem sido um  diferencial no cotidiano de Francisco.

Imagine, o homem chegar nos Estados Unidos, a nação mais poderosa do mundo, com um alto índice de violência sexual contra menores e chamar a atenção: “Deus chora pelo abuso sexual de crianças”.

É simbólico, mas ao mesmo tempo emblemático. Principalmente por que a declaração atinge não apenas a sociedade americana e mais ainda a igreja envolvida com seus casos intrínsecos de pedofilia.

O papa argentino diz que “a juventude é protegida e… todos os responsáveis por abusos serão responsabilizados”.

Mas, os casos de abusos contra crianças americanas datam de 2002 e a igreja de lá calou, assim como o Vaticano fez vistas grossas para a situação aberrante sofrida pelas crianças da Filadélfia.

Estima-se  que mais de 100 mil crianças norte-americanas tenham sido vítimas de abuso sexual por sacerdotes, segundo disseram especialistas de seguradoras em documento apresentado ao Vaticano em conferência de 2012.

Imagine. Abusadas pelos padres dos EUA.

Fosse no Brasil estaríamos aqui dizendo: – Que País é esse?

O certo é que a igreja havia enterrado a cabeça no chão, tal como avestruz. Agora o papa de forma serena e determinada desenterra a história e diz que os responsáveis vão responder por tamanho mal.

Já estava passando do tempo. Mas, que Deus o ajude nessa missão.

 

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