13 de setembro de 2016 • 5:44 pm

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O perigo que ronda alunos e profissionais no entorno do Ifal Maceió

Estudantes queixam-se da falta de segurança, denunciam atos de violência e pedem a proteção do Estado

Por: Fátima Almeida
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Foto: Reprodução Ifal

Foto: Reprodução Ifal

Preocupados com a falta de segurança e atos de violência que têm rondado o campus Maceió, localizado na Rua Barrão de Atalaia, alunos do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) se reúnem em assembleia, nesta quinta-feira (15), para discutir a situação e definir estratégias para garantir mais segurança a estudantes e profissionais da escola.

Há relatos diversos de atos criminosos que têm vitimado a comunidade escolar. Notícias de um aluno que foi esfaqueado há poucos dias; de furtos de objetos no entorno do campus, sobretudo aparelhos de celular, alvo principal dos bandidos, que têm encontrado no parco policiamento oportunidades para agir.

De acordo com o presidente do Grêmio Estudantil Edson Luís, do IFAL, Kelvin Miranda, já houve reuniões com o Comando de Policiamento da Capital (CPC) e uma viatura foi disponibilizada para fazer rondas nos horários de grande movimentação de entrada e saída de alunos e profissionais. Mas os criminosos passaram a adotar os horários intermediários. E aos sábados eles agem quase que livremente, já que as rondas policiais não acontecem nesses dias.

Sábado passado, segundo os estudantes, houve uma tentativa de sequestro de um aluno nas imediações da escola.

De forma geral, segundo o dirigente estudantil, foi possível perceber que a ronda nos horários de pico, apesar de favorecer a segurança, não tem sido suficiente para conter a onda de criminalidade que ronda os estudantes diariamente. A situação é confirmada pela diretoria do Ifal, que considera a área no entorno da escola muito vulnerável, sobretudo nos horários noturnos e nos finais de semana, quando também acontecem cursos diversos.

A assessoria de comunicação informou que os alunos são orientados em determinados comportamentos que chamam a atenção de bandidos, como a exposição de celulares, mas nem sempre essas estratégias dão certo. Um exemplo é o estudante que foi esfaqueado, exatamente porque não tinha consigo um celular.

A instituição informou também que já aconteceram várias reuniões com setores de Segurança Pública; que já foram colocadas viaturas rondando a escola por algum tempo, mas essas ações acabam se esvaindo.

O problema é sério, e tem que ser visto com muita atenção, antes que alguém pague com a vida por essa falha na segurança pública.

Espera-se é que a busca de saídas não se resuma na iniciativa dos estudantes, mas na união de forças. Lembrando que a solução não está só no Ifal, mas, sobretudo, nas estratégias de segurança do Estado.

 

1 Comentário

  1. Armando disse:

    Acho que os alunos deveriam armar uma barraquinha na porta dos colégios e oferecerem os celulares aos bandidos. pq se depender dos governos (municipal e estadual) estão roubados. Mesmo pq eles só tomam decisão por tempo determinado.

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