1 de janeiro de 2017 • 11:11 am

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O que disseram as ruas… E o que esperar dos próximos quatro anos

O que se sabe é que as ruas falaram e levaram às prefeituras e às câmaras municipais nomes selecionados pelo processo eleitoral. Alguns novos, outros nem tanto.

Por: Fátima Almeida
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Morreu 2016, e com ele os mesmos sentimentos e sonhos que nos ocorrem em ano de eleições. Agora é a realidade que abre as janelas. Para 2017, trouxemos perguntas, que começam a ser respondidas a partir deste domingo, 1º de janeiro, quando tomam posse prefeitos e vereadores de todo o país: O meu, o seu, os nossos votos foram certos? As respostas – somente o tempo dirá.

O que se sabe é que as ruas falaram e levaram às prefeituras e às câmaras municipais nomes selecionados pelo processo eleitoral. Alguns  novos, outros nem tanto. Mas a maioria movida, ainda, pela força da grana e do poder – político, econômico ou poder de compra (de votos). Às vezes é apenas uma troca de nome, ou nem isso – troca-se apenas a embalagem por uma mais nova, mas a mercadoria é a mesma.

E não são essas mudanças que nos trarão a renovação necessária para colocar este país novamente nos trilhos do crescimento. O que se precisa é de ideias novas, sensibilidade social – e não de alpinistas sociais. A esperança é que entre os políticos recém-eleitos, surja alguém com real compromisso social; e que continue e estimule os debates de interesse público.

ELEIÇÃO E CRISE

Muitos surgiram no olho do furacão; no embalo das mobilizações que marcaram o ano que termina. E olhe que teve várias. O povo foi às ruas com motivos e resultados diversos: Impeachment, reforma trabalhista, quebra-quebra, bandalheiras, eleições, crise econômica e suas consequências. E as crises no país sempre foram o cenário ideal para o surgimento de líderes importantes – embora nem sempre o comportamento desses líderes seja coerente, no exercício do poder que lhes é concedido nas urnas.

Às vezes, é a irreverência, o chamado voto de protesto que produz os fenômenos eleitorais. Em Maceió a voz das ruas consagrou como ‘o novo’, este ano – e como o vereador mais votado de Maceió – Anivaldo Luiz da Silva. Quem é ele? Lobão: roqueiro, vocalista da banda ‘Cheiro de Calcinha’, que pegou fama nas ruas pela produção de filmes eróticos e ganhou força eleitoral com apoios importantes, entre eles, o do ministro Maurício Quintela e do palhaço – e deputado federal – Tiririca.

Fora disso, o cenário é uma grande interrogação. Na verdade, os movimentos sociais não elegeram suas lideranças; as ruas não trouxeram grandes mudanças. E como não há mudança também na Prefeitura (prefeito e vice-prefeitos foram reeleitos), o jeito é esperar no novo, seja ele quem for.

Sem saber se isso é bom ou ruim.

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