12 de abril de 2016 • 10:57 pm

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O que falta esclarecer no assassinato do capitão Rodrigo

Oficialmente, ao menos até agora, a polícia não considera a notícia de que o homem identificado como Agnaldo Lopes de Vasconcelos, acusado de atirar e matar o capitão PM Rodrigo…

Por: Bleine Oliveira
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Oficialmente, ao menos até agora, a polícia não considera a notícia de que o homem identificado como Agnaldo Lopes de Vasconcelos, acusado de atirar e matar o capitão PM Rodrigo Moreira Rodrigues, de 32 anos, estaria assumindo a culpa, para proteger o filho. Este, até agora não identificado, seria o verdadeiro responsável por dois crimes: o roubo do celular que o oficial da Polícia Militar procurava e seu assassinato.

O capitão foi morto na noite do sábado, 9, quando fazia diligências no bairro da Santa Amélia, investigando denúncia de que, na casa de  Agnaldo Vasconcelos estavam produtos roubados, inclusive um celular que a guarnição comandada por ele vinha rastreando.

Sem conseguir acesso ao imóvel, o oficial estaria escalando o muro da casa quando foi alvejado por tiros disparados, supostamente, pelo proprietário da residência. O que está no flagrante é o que o acusado confessou: acreditando que se tratava de um ladrão, atirou e fugiu, se escondendo na casa da noiva.

A investida policial numa residência, à noite e sem mandado, pode ocorrer em caso de flagrante. O oficial arriscou?

Pode ser. Se encontrasse o aparelho celular dentro da casa, a ação dele estaria legitimada. Do contrário, cometeria o crime de invasão de domicílio.

Esse é o aspecto legal. Mas por que o capitão Rodrigo decidiu entrar na casa pulando o muro? Afinal poderia, como foi tragicamente constatado em seguida, ter alguém armado dentro da casa. Por que o oficial se expôs a esse risco? Ainda mais sozinho.

Numa ação como essa o correto não seria arrombar a porta e entrar mais de um militar?

Essas questões serão respondidas pelos ‘super’ delegados da Força Nacional, que assumiram a investigação. Como eles ‘se acham’, e nunca falam com a imprensa, nos restar esperar que os fatos, as notícias e os comentários sejam devidamente esclarecidos, e demonstrados.

Os ‘super’ delegados da Força Nacional tem até a próxima semana, dez dias contados da prisão do suspeito, Agnaldo Vasconcelos, no domingo, 10, para concluir o inquérito.

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