1 de agosto de 2017 • 10:06 am

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O que há por trás da greve dos rodoviários

O povo, e consequentemente os demais trabalhadores, não pode continuar sendo ‘escoadouro’ dos prejuízos que resultam da ação sindical. É preciso buscar novas formas de mobilização.

Por: Bleine Oliveira
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Momento da audiência de conciliação, no TRT.
Foto: Bleine Oliveira

O que está acontecendo com os rodoviários em Maceió, é mais uma prova de que o movimento sindical precisa se reoxigenar, criar novas formas de atuação. É necessário surgir um modelo de ação reivindicatória que não tenha a população, e os demais trabalhadores, como ‘bueiro’ dos prejuízos.

Depois de intensa negociação, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Alagoas (Sinttro/AL) chega a um índice de reajuste razoável, especialmente se comparado ao que foi conquistado por outras categorias. Os jornalistas, inclusive!

Eles insistiam em 5%, as empresas ofereciam 4%. O impasse permaneceu até que o desembargador Pedro Inácio, do TRT/AL, intermediando a negociação, sugeriu 4,5%. Ou seja, nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Argumento patronal pra lá, argumento trabalhista pra cá, tudo se afina e a reunião termina com o Sinttro aceitando levar a proposta para discussão em sua base.

Tudo certo?

Não, claro que não.

Os rodoviários permanecem em assembleia, atrasando a vida de milhares de pessoas. E ao fim, decidem manter a greve, por tempo indeterminado.

O acordo, com os 4,5%, poderia ser fechado?

Sim, claro que poderia. Mas há um porém!

A categoria está em campanha para eleger a nova diretoria do sindicato!

E há uma oposição atuante.

Aí, já viu, né?

Tem que manter a mobilização, mesmo que isso represente prejuízos aos trabalhadores, à economia!

Falta responsabilidade aos dirigentes do Sinttro. Ao manter essa situação por mero interesse eleitoreiro, o sindicato dá prova de absoluto desrespeito ao povo, classe à qual motoristas e cobradores integram.

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