22 de julho de 2016 • 6:01 pm

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O secretário de Segurança e o tiro na cabeça do policial José Clério Vieira

Inaceitável a ausência do secretário de Segurança, coronel PM Domingos Lima Júnior, à frente das ações para identificar e prender os assassinos do policial civil José Clério Vieira. Nem mesmo…

Por: Bleine Oliveira
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Inaceitável a ausência do secretário de Segurança, coronel PM Domingos Lima Júnior, à frente das ações para identificar e prender os assassinos do policial civil José Clério Vieira. Nem mesmo ao sepultamento, na tarde desta sexta-feira, 22, o secretário compareceu.

O motivo, disseram assessores, foi a participação dele em eventos no município de Santana do Ipanema, onde o governo promove ações.

Uma delas foi a assinatura da ordem de serviço para reforma da Delegacia Regional de Santana.

Ação importante para sua gestão, mas nada justifica que o maior responsável pela Segurança não esteja na linha de frente da reação, quando um agente seu é covardemente assassinado, como neste bárbaro crime.

O subsecretário ou qualquer outro servidor poderia representá-lo nessa solenidade.

Seu ganho político seria maior se, ao saber do crime, tivesse se juntado à Polícia Civil na dor, e na caça aos criminosos.

A ausência de Lima Júnior provoca várias perguntas. Uma delas é:

Se (Deus os livre!) fosse um policial militar, será que o secretário agiria do mesmo modo?

Faltou sentido de unidade com os comandados e, principalmente, compreensão política. O governo voltou a ser alvo de críticas diante de nova onda de homicídios, e o secretário perdeu uma oportunidade, mesmo dolorosa, de firmar-se como dirigente de uma área da administração pública de cujo êxito depende a vida dos alagoanos.

A sensação de insegurança provocada por este homicídio alcança maior proporção porque a bala atingiu a cabeça de um policial!

Entende isso, secretário?

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