7 de junho de 2017 • 9:01 pm

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O “terrorismo” dos estudantes e o Ministério Público na foto

O estudantes denunciaram espancamentos por parte de autoridades no proteso

Por: Marcelo Firmino
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É justo e muito justo que a Secretaria de Educação peça uma investigação contra os terceirizados do transporte escolar que incentivaram os alunos do Cepa a se manifestarem nesta quinta-feira, 07, na avenida Fernandes Lima. O protesto de jovens alunos da periferia atrapalhou o trânsito e fechou a avenida nas primeiras horas da manhã.

Ou seja, deixou irados os que acham que tudo deve ser tratado  à base da solapada

A manifestação foi contra a suspensão do serviço de transporte escolar para os alunos da rede estadual de ensino que completaram 14 anos de idade, segundo as informações das lideranças estudantis.

Em resposta, o secretário de Estado da Educação, Luciano Barbosa, disse em entrevista coletiva à imprensa, na tarde desta quarta-feira, 7, que  a manifestação dos alunos foi resultado do “terrorismo” gerado pelos próprios transportadores escolares.

Para justificar o dito, apresentou áudios nos quais transportadores incitam os estudantes a protestarem e transmitirem informações equivocadas sobre a situação dos contratos. Esses áudios foram encaminhados ao Ministério Público do Estado (MPE), que deve agora apurar a autoria. Barbosa qualificou tudo de ato de “terrorismo”.

É uma opinião. Por mais exagerada que seja.

O que não justifica é o promotor público estar presente à entrevista coletiva do secretário. A instituição Ministério Público deveria ser sempre preservada para a devida apuração dos fatos.

Obviamente não se quer dizer com isso que o vice-governador e secretário de educação, Luciano Barbosa, esteja errado em pedir a apuração desses mesmos fatos, apesar do dito “terrorismo”.

E o Ministério Público, em sua altivez, deveria estar atento, também, ao fato  de que estudantes, adolescentes, denunciaram espancamentos por parte das autoridades policiais durante a manifestação que realizaram.

O Secretário de Educação entende isso por que, lá atrás, já foi um grande líder do movimento estudantil.

 

 

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