2 de outubro de 2016 • 8:59 am

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O voto é a sua arma, o tiro que dela sai é o seu caráter

O voto consciente valoriza o exercício da cidadania e fortalece a democracia.

Por: Marcelo Firmino
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Neste dia especialíssimo para a democracia brasileira, cumprir o dever cívico é importante para o cidadão consciente do peso que tem o ato de votar e de quão poderosa arma que é o voto.

Aliás, quando presidente americano, Roosevelt disse certa vez que “o voto é como um rifle: sua utilidade depende do caráter de quem usa”.

Portanto, é fundamental entender que o tiro que sai dessa arma é o seu caráter. Assim,  ir à urna deixar lá, secretamente, a sua vontade por livre escolha e sem pressão de quem quer que seja, é indiscutivelmente uma atitude que valoriza o exercício da cidadania e fortalece a democracia.

E nesta data – e contra os que se elegem comprando mandatos e enganando a boa fé alheia –   faço aqui  a minha homenagem ao voto com um belo trecho do poema “Canção do Amor Armado” do poeta amazonense Thiago de Mello:

 

Vinha a manhã no vento do verão,
e de repente aconteceu.
Melhor
é não contar quem foi nem como foi,
porque outra história vem, que vai ficar.
Foi hoje e foi aqui, no chão da pátria,
onde o voto, secreto como o beijo
no começo do amor, e universal
como o pássaro voando — sempre o voto
era um direito e era um dever sagrado.

De repente deixou de ser sagrado,
de repente deixou de ser direito,
de repente deixou de ser, o voto.
Deixou de ser completamente tudo.
Deixou de ser encontro e ser caminho,
deixou de ser dever e de ser cívico,
deixou de ser apaixonado e belo
e deixou de ser arma — de ser a arma,
porque o voto deixou de ser do povo.

O povo sabe, eu não sei.

Sei somente que é um dever,

somente sei que é um direito.

Agora sim que é sagrado:

cada qual tenha sua arma

para quando a vez chegar

de defender, mais que a vida,

a canção dentro da vida,

para defender a chama

de liberdade acendida

no fundo do coração.

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