28 de julho de 2016 • 12:39 pm

Segurança

Operação Cyclone, da Segurança, prende 18 e mata três em Maceió

Investigação policial durou três meses, segundo a cúpula da SSP

Por: Da Redação
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A Operação Cyclone, deflagrada na manhã desta quinta-feira(28), pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, para cumprir com 32 mandados de prisão e 35 mandados de busca e apreensão nos municípios de Maceió e Rio Largo, resultou em 18 presos e 3 mortos. Entre os que tiveram cumprido o mandado de prisão, oito já se encontravam no sistema prisional, entre eles Leandro de Almeida Lima (o Cyclone), que segundo a polícia, atuava como líder da facção criminosa em Rio Largo.

Também foram presos Rafael Costa Sampaio (Ocle), foragido da Justiça de São Paulo, identificado como o líder geral do grupo em Alagoas e responsável pela guarda e distribuição das armas usadas nos crimes, e Paulo Sacorelli da Silveira, apontado como o líder da organização em Maceió. Os outros presos não tiveram os nomes divulgados. Os líderes e a maioria do grupo, segundo a SSP, pertenciam ou já passaram pela organização do Primeiro Comando da Capital (PCC), grande organização criminosa sediada em São Paulo.

Coletiva na sede da SSP

Coletiva na sede da SSP

Durante a operação foram mortos José Gilson dos Santos (o Gladiador), que já cumpriu pena por porte ilegal de arma; Rafael Henrique da Silva, também com passagem pelo sistema prisional por homicídio, receptação, corrupção de menores e porte de arma, e Jardian, cuja ficha e sobrenome a polícia ainda não havia levantado.

Segundo informou o secretário de Segurança, coronel Lima Junior, em entrevista coletiva no final da manhã desta quinta-feira, eles reagiram, foram baleados em confronto confronto com a polícia, e morreram a caminho do Hospital Geral do Estado.

As mortes motivaram o delegado José Edson a dizer que o crime organizado em Alagoas vai ter um basta, e que os marginais que oferecerem resistência terão o mesmo fim que os três que morreram hoje.

De acordo com a SSP, a operação é resultado de três meses de investigação integradas dos serviços de inteligência da SSP, Polícia Militar e Polícia Civil, e as prisões foram resultado também desse trabalho integrado, reforçado pelo Disque Denúncia. Os mandados de busca e apressão foram expedidos pela 17ª e 15ª Varas.

Os presos são acusados de tráfico de drogas, homicídios, roubos e organização criminosa, entre outros crimes. A operação continua e outras prisões podem acontecer.

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