26 de setembro de 2017 • 8:39 am

Corrupção » Maceió

Operação do MPE e Sefaz prende organização criminosa no comércio

Dezenove laranjas mais o dono da Grife do Frango e a mulher foram presos na operação.

Por: Da Redação com Assessoria
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Uma operação para prender comerciantes e apreender documentos em empresas do comércio alagoano foi realizada na manhã desta terça-feira, 26, pelo Ministério Público Estadual (MPE) e a Secretaria da Fazenda (Sefaz), após a apuração da existência de uma organização criminosa na cadeia alimentar do frango em Maceió.

De acordo com as informações do MPE, a organização desviou mais de R$ 150 milhões em impostos estaduais, o que resultou agora nas prisões do dono e gerentes da empresa Grife do Frango

A operação batizada de Polhastro teve as participações do Gurpo Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Conexos (Gaesf), Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Polícias Civil e Militar.

A empresa Grife do Frango foi alvo principal da operação

A ação tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar documentos públicos e privados e cometer outros tantos ilícitos, a exemplo de sonegação fiscal, lavagem de bens e falsidade ideológica. Foram cumpridos dezenas de mandados de prisão, de condução coercitiva e de busca e apreensão.

A operação, deflagrada no início da manhã de hoje em Maceió, foi coordenada pelo promotor de justiça Cyro Blatter, que comanda o Gaesf. Segundo ele, o trabalho de investigação durou quatro meses e os alvos são empresários que podem ter causado um prejuízo de milhões de reais aos cofres públicos em função do não recolhimento de impostos e de transações irregulares.

O promotor também informou que, por enquanto, ficou constatada a participação de 20 empresas e 45 pessoas no esquema.

Documentos apreendidos na empresa

“Já descobrimos, dentre outras coisas, que alguns dos verdadeiros donos das empresas usaram testas-de-ferro e laranjas para tentar despistar o Ministério Público, a polícia e a Sefaz. O que os suspeitos não contavam é que nosso método de apuração conseguiria chegar até eles”, disse Cyro Blatter.

A empresa Griffe do Frango é o principal alvo da Polhastro, uma vez que seu proprietário é acusado de ter provocado a maior parte dessa fraude que causou um prejuízo milionário ao Tesouro estadual. Ele foi um dos primeiros a ser preso e, após ser detido, foi encaminhado ao Gaesf para prestar depoimento.

No total, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva, 16 mandados de condução coercitiva e oito mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital. Tais mandados foram contra a principal empresa envolvida no esquema, as 19 que servem como laranjas, os seus sócios e os responsáveis pela fraude fiscal. O colegiado também determinou o bloqueio de bens dos envolvidos.Todos os acusados serão encaminhados ao Gaesf.

Polhastro – Trata-se de  nome espanhol dado à operação, faz alusão a duas coisas: alguém que é considerado ‘espertalhão’, que tenta tirar vantagem sobre alguém ou alguma coisa, e também significa frango grande.

 

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