11 de setembro de 2015 • 7:57 pm

Economia

Ora vejam a greve dos prefeitos: Prefeituras fecham por mais dinheiro

Não se falou em corrupção nas Prefeituras, contratos irregulares e nem malversação do dinheiro público.

Por: Da Redação
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Prefeitos decidem fazer greve

Prefeitos decidem fazer greve

A Associação dos Municípios Alagoanos – AMA – registrou a participação de mais e 6o prefeitos na manifestação contra o governo federal por conta da queda de repasse do Fundo de Participação dos Municípios – FPM.

Acusa uma redução de 38% de FPM este mês em relação ao mês de setembro do ano passado, o mês da eleição, que os prefeitos de uma maneira geral adoram.

Por conta disso decidiram fechar as portas das prefeituras por cinco dias em protesto contra o governo central. Ou seja, os patrões decidem a greve ou o lockout. Considerando que o governo federal está em queda livre, nada mais oportunista. Mas, não deixa de ser legítimo.

Mas também seria legítimo até demais dizer aos vereadores que por conta da crise estariam reduzindo o duodécimo das Câmaras, mas nada disso foi dito,

Mais legítimo ainda teria sido dizer que os prefeitos não comprassem apartamentos na orla de Maceió, nem assinassem contratos estratosféricos com postos de combustíveis, locadoras de automóveis, Oscips, entre outras artimanhas que geram vantagens intestinais e nunca para  coletividade.

Nada foi dito sobre prefeitos afastados dos cargos por corrupção, nem sobre obras superfaturadas nos municípios, muito menos sobre a falta de merenda escolar para as crianças das creches, apesar do dinheiro na conta para compra dos produtos.

Mas, ainda assim, os prefeitos vão fechar as portas das prefeituras em seus municípios. O que será que a população acha disso?

Mas, a tônica da reunião na sede da AMA, sesta sexta-feira, 11, foi o discurso do presidente da entidade, Marcelo Beltrão, quando disse com o fervor do corporativismo:

– Nós entramos em setembro com o repasse do FPM com uma redução de 38%, comparado ao repasse do mesmo período no ano passado. Todos já esperávamos uma queda, mas foi muito maior. Nós temos que nos unir e buscar soluções. Então foi decidido, por maioria, fechar tudo por uma semana. Orientamos que os médicos e enfermeiros dos PSFs darão suporte nos hospitais. Além disso, também em votação, ficou decidido que as escolas não vão fechar”.

Eis aí uma grande contribuição a gestão pública no Estado de Alagoas.

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