14 de outubro de 2015 • 10:38 pm

Esportes

Organizadas do CSA e CRB têm 90 dias para cadastrar torcedores

Esta é a condição para que possam voltar a frequentar o estádio. Carteiras serão emitidas pela Federação Alagoana de Futebol

Por: Da Redação com Assessoria
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Reunião no TJ definiu cadastro de torcidas - Foto: Caio Loureiro

Reunião no TJ definiu cadastro de torcidas – Foto Caio Loureiro

As torcidas organizadas do CSA (Mancha Azul) e do CRB (Comando Alvirrubro) têm 90 dias para cadastrar todos os seus integrantes na Federação Alagoana de Futebol (FAF).  Essa é a principal condição para que voltem a frequentar os estádios.

O prazo foi determinado em reunião realizada no 3º Juizado Especial Cível e Criminal (JECC), e coincide com o início do campeonato alagoano – em janeiro de 2016.

“Os membros integrantes serão cadastrados e receberão uma carteirinha de torcedor, confeccionada em conjunto com a Federação Alagoana de Futebol”, explica o juiz Kleber Borba Rocha, auxiliar do 3º Juizado, ressaltando que o número deve ser de aproximadamente cinco mil torcedores.

As duas torcidas estão proibidas de ingressar nos estádios com faixas, cartazes, bandeiras ou instrumentos musicais, desde abril deste ano, após decisão do desembargador Tutmés Airan, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).

Para retornarem, além de efetuar o cadastro de seus integrantes, elas terão que assumir o compromisso de disponibilizar meio de transporte para os respectivos membros nos dias de clássico, chegar aos estádios com uma hora de antecedência e estão proibidas de entoar cantos ou hinos agressivos à força pública.

Nas praças esportivas, deve ser feita ainda a revista íntima dos integrantes das torcidas e a separação (com reserva de lugares específicos) com o objetivo de facilitar a identificação dos torcedores comuns e membros das organizadas, em caso de eventual conflito.

De acordo com o juiz Kleber Rocha, algumas dessas medidas já estão sendo cumpridas, como é o caso da revista íntima e da reserva de lugares específicos. “Vamos fazer o acompanhamento e verificar os pontos pendentes. É importante que os jogos ocorram com tranquilidade para que todos os torcedores possam frequentar os estádios de forma harmônica”, concluiu ele.

Para o presidente da Mancha Azul, Vanderli Nunes, tudo que é feito para evitar a violência é válido. “Nós queremos torcer, não permanecer desse jeito, proibidos de entrar nos estádios”. A ideia foi reforçada pelo diretor do Comando Alvirrubro, Osvaldo Júnior: “Violência não leva a nada. Cada um tem o direito de torcer pelo seu time”.

A reunião foi conduzida pelo juiz Celyrio Adamastor Tenório, titular do 3º JECC, unidade à qual o Juizado do Torcedor está vinculado. Também participou a promotora de Justiça Sandra Malta, o primeiro tenente Veloso, representando a Polícia Militar, e o presidente da Federação Alagoana da Futebol, Felipe Feijó.

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