27 de junho de 2015 • 1:15 pm

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Os bombeiros militares, a bóia fria e alguns motivo do aquartelamento.

Na corporação, muitas das queixas são relacionadas às condições de trabalho. Alimentação é uma delas

Por: Fátima Almeida
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Foto: Ascom CBM

Foto: Ascom CBM

Não é apenas a decisão equivocada do governo do Estado, de não incluir a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros nas negociações coletivas para o reajuste salarial deste ano – junto com as outras categorias – que levou a tropa ao aquartelamento. Isso foi a gota d’água. Somam-se a essa situação, várias outras, de condições de trabalho.

Em relação ao Corpo de Bombeiros, por exemplo, há reclamações até relacionadas à falta de alimentação. Vem de dentro da corporação a informação de que a verba a que tem direito o bombeiro militar, para se alimentar quando está em serviço, tem atrasado meses contínuos, por falta de recursos dentro da corporação. E são eles, os militares, que acabam tendo que arcar com essa despesa, até que o recurso seja liberado.

E como nem sempre nem sempre é permitida a saída para comprar alimentos, a maioria tem virado bóia-fria dentro do quartel, trazendo de casa a refeição na velha e tradicional marmita, para não ficar com fome.

Alguns saem para comer em casa, na hora do almoço, mas para isso dependem também do humor dos superiores do dia. Vez ou outra – e com certa frequência – é baixada a proibição dessa saída, e o jeito é repartir o pão alheio.

Com fome ou mal alimentados, fica difícil aos homens de  vermelho cumprirem a nobre missão de salvar vidas.

 

DISTORÇÃO

As negociações foram abertas entre o governo e os militares, mas ainda repercute nas tropas as declaração feitas pelo governador Renan Filho, dias atrás, de que os militares receberam o maior reajuste salarial de todas as categorias este ano. Na verdade, eles estão recebendo com muito atraso e parcelado até os próximos anos, um reajuste concedido e não pago no governo passado.

Vale frisar, para sermos justos, que o atraso não é culpa de Renan, muito pelo contrário. A ele, o mérito de ter negociado o pagamento (embora sobre pressão, no início do seu governo), e de estar cumprindo o acordo, cuja segunda parcela deve ser liberada no próximo mês.

Porém, somatizar isso como reajuste salarial concedido pelo seu governo aos militares é, no mínimo, querer confundir a opinião pública.

Ou chamar a categoria pra guerra (ops) – digo, pra greve!

 

BEM ALI

Depois de dois anos habilitado para a construção de um Centro de Atenção Psicossocial AD III na Rua Saraiva Neto, no bairro da Levada (Portaria 3168/GM/MS/2013), o município de Maceió descobriu, há alguns dias, que a mesma área está reservada à construção de uma escola.

Solução? O CAPS foi transferido para o Conjunto João Sampaio, no Benedito Bentes.

Tudo a ver, né?!

 

CENA URBANA

Falam por sí, as fotos registradas pelo atento observador Delival Almeida, na AL 101, próximo ao viaduto da Praia do Francês, e enviadas ao blog.

Mas, perguntar nunca é demais, em nosso oficio: Alguém da engenharia de tráfego do DER pode sugerir por onde devem passar os pedestres que atravessam essa faixa? Seria por baixo ou por cima da cerca?

Respeito ao pedestre

Respeito ao pedestre

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