26 de maio de 2015 • 7:29 pm

Maceió

Pai de agente penitenciário diz que Bope em operações de rotina é ameaça à sociedade

Declaração é do sargento da Reserva da Polícia Militar de Alagoas, Joab Nascimento de Araújo, cujo filho foi atingido por um tiro de pistola

Por: Da Redação
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“O Bope não tem preparo para abordar um cidadão”. A declaração é do sargento da Reserva da Polícia Militar de Alagoas, Joab Nascimento de Araújo, cujo filho foi atingido por um tiro de pistola durante abordagem de policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), ocorrência registrada no último dia 13, em um bar, no Centro, em Maceió.

O filho do militar morreu no dia seguinte, no Hospital Geral do Estado (HGE). Esta quarta-feira, 27, marca o 15º dia da morte do agente penitenciário Joab Nascimento de Araújo Júnior, de 30 anos. O pai aproveita o momento para apontar o governo como responsável pela ocorrência. O argumento do militar é que o Batalhão tem sido utilizado em ações de rotina, quando sua formação é para situações específicas.

O Bope só deve sair do quartel em caso de tumulto, em situações de alto risco e extremo rigor – disse o sargento Joab. Sancionada em abril de 2001, a Lei nº 6.230, a Organização Básica da Polícia Militar de Alagoas, define como atribuições do Bope o controle de distúrbios civis; ações repressivas contra assaltos e sequestros; ações de resgate e libertação de reféns; e ações preventivas e repressivas contra guerrilha urbana e rural.

Entretanto, reclamou o militar, aquele grupamento está na rua como se fosse uma unidade de área. “Como a Polícia militar tem carência de pessoal, até o Bope está em patrulhamento de rotina” – afirma Joab Nascimento.

O militar revela que, a cada ano é maior o número de militares que vão para a reserva. Ele relembra que, quando deixou a corporação, há um ano, foi acompanhado por outros 10 companheiros de farda.

Como essa baixa na tropa ocorre praticamente todos os meses, a PMAL já não teria pessoal suficiente para dar combate ao crime. “Meu filho morreu pelo despreparo da guarnição do Bope, ele foi vítima de uma abordagem truculento, violenta” – reclamou o pai do agente Joab Cavalcante Júnior.

A morte dele está sendo investigada pela delegada Servulla Walleska Orengo Bezerra, da Força Nacional. Segundo ela, o trabalho deve ser concluído na próxima semana. Na manhã desta terça-feira (26), a delegada assistiu a uma acareação entre os militares que atiraram em Joab e testemunhas que estavam no local da ocorrência.

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