6 de julho de 2015 • 7:52 pm

Cotidiano

Patrimônio arquitetônico e cultural de Água Branca está ameaçado

Reformas de imóveis estão destruindo a memória cultural da cidade.

Por: Da Redação
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Casarios do século

Casa do Barão de Aágua Branca: século XVII.

Considerada uma das cidades mais bonitas de Alagoas graças aos seus casarios, Água Branca está com o seu patrimônio arquitetônico ameaçado. Embora o municipio tenha editado um decreto de tombamento desse patrimônio, alguns proprietários de imóveis decidiram fazer intervenções na estrutura dos imóveis, praticamente anulando a memória cultural da cidade.

No alto sertão alagoano, Água Branca tem na arquitetura antiga um de seus maiores atrativos. A Igreja Matriz, a Igrejinha do Rosário, o Centro Histórico da Praça da Matriz, a Casa do Barão de Água Branca e o calçamento da Praça Fernandes Lima, assim como Serra do Himalaia constituem o patrimônio histórico ameaçado.

Igreja da matriz

Igreja da matriz

A Prefeitura Municipal garante que tenta salvar esse patrimônio, mas entende que essa é uma luta para as três esferas de poder. Segundo a prefeita Albaní Sandes, tanto o Estado, através da Secretaria de Cultura, como governo federal por meio do Iphan deveriam se juntar a essa causa antes que seja tarde.

Nesse aspecto, Albaní Sandes esteve com o deputado federal Paulão (PT) e pediu apoio para esta causa, considerando que a história de Alagoas passa rigorosamente pelo patrimônio cultural do município de Água Branca. Segundo ela, o deputado se comprometeu em ajudar na articulação de unir as três esferas de poder para garantir a preservação dos casarios e monumentos históricos do município.

Patrimônio ameaçado

Patrimônio ameaçado

Até o século XVII o território de Água Branca fazia parte das sesmarias de Paulo Afonso (BA) que compreendiam, também, os atuais municípios de Mata Grande, Piranhas e Delmiro Gouveia, sendo uma das cidades mais antigas do Estado. Foi denominada Mata Pequena, Matinha de Água Branca, até se tornar o município de Água Branca. O nome veio de uma serra da região, rica em fontes de águas muito limpas. Sua fundação se deve a três irmãos da Família Vieira Sandes, que liderados pelo Capitão Faustino Vieira Sandes, saíram da localidade de Boacica, hoje parte dos municípios de Igreja Nova e Porto Real do Colégio (Vale do Itiúba), para desbravarem o sertão Alagoano.

 

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