18 de Abril de 2017 • 1:06 pm

Brasil

Paulão: a cada 5 mortos por acidentes de trabalho 4 são terceirizados

Deputado denuncia as reformas de Michel Temer como atos criminosos

Por: Da Redação com Assessoria
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Em debate na Câmara Federal, o deputado alagoano Paulão condenou as reformas do governo Michel Temer – Previdenciária e Trabalhista – e chamou a atenção para um problema que tende a recrudescer no País, a partir da terceirização, que são os acidentes de trabalho.

Segundo o deputado, de cada 5 mortes por acidentes de trabalho no Brasil, na atualidade, 4 são de trabalhadores terceirizados. Da tribuna ele destacou que vem alertando os trabalhadores alagoanos sobre as reformas que considera criminosas.

Paulão: reformas criminosas

“Tenho participado de audiências públicas sobre os dois temas, como na última segunda-feira, 17 em Arapiraca, em sessão da Câmara Municipal de lá, mostrando a necessidade de uma reação mais efetiva dos trabalhadores brasileiros”, disse o deputado.

Estatísticas – Paulão observou que os acidentes e as mortes no trabalho representam faceta mais terrível da terceirização no país. Disse que dados estatísticos comprovam que os trabalhadores terceirizados estão muitos mais sujeitos a infortúnios no local de trabalho do que os trabalhadores contratados diretamente. Mostrou que de cada 10 acidentes de trabalho, 8 acontecem com terceirizados; de cada 5 mortes por acidente de trabalho, 4 são de terceirizados.

Ainda segundo o deputado, a falta de investimento em segurança e de treinamento e a pouca capacidade técnica e econômica das empresas contratadas são os principais fatores. Setores como o da construção civil, o petrolífero e o elétrico estão dentre os campeões de acidentes de trabalho entre terceirizados.

De acordo com o deputado, apenas em 2011, das 79 mortes corridas no setor elétrico, 61 foram de trabalhadores de empresas terceirizadas (dados da Fundação Comitê de Gestão Empresaria – COGE).

Os números alarmantes, disse ele impactam profundamente nos cofres do Sistema Único de Saúde e da Previdência Social, gerando gastos com atendimentos hospitalares e com pagamento de benefícios previdenciários, impactando negativamente todo o sistema de Seguridade Social. Esses números, declarou, foram levantados pela Justiça do Trabalho.

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