29 de outubro de 2015 • 11:44 am

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PEC 215: uma ameaça real as terras indigenas e quilombolas

Indios Xocó, em Alagoas protestaram interditando a BR em Joaquim Gomes.

Por: Marcelo Firmino
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Há 15 anos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC-215), aprovada nesta quarta-feira, 28, tramitava no Congresso Nacional. A proposta busca a inversão de valores. Ou seja, o Legislativo quer trazer para si uma atribuição que é do Poder Executivo.

Protesto indigena na rodovia

Protesto indigena na rodovia

Se a PEC for aprovada caberá então ao Congresso fazer a demarcação de terras indígenas, quilombolas e áreas de preservação. Se se considerar que no parlamento há uma verdadeira legião de deputados e senadores compondo a bancada ruralista, representantes do agronegócios, pode-se dizer, então, que desta maneira seria o mesmo que a raposa tomar conta do galinheiro.

A PEC representa um retrocesso inimaginável. O que significa dizer que os parlamentares estão pouco ligando para vida de comunidades indigenas, quilombolas e outras que praticamente vivem à exclusão social.

Interdição da BR

Interdição da BR

Não foi por outra razão que comunidades indigenas no País inteiro fizeram protestos contra a aprovação da PEC na Comissão  Especiais de Demarcação de Terras Indígenas.

Em Alagoas as manifestações aconteceram com a interdição da BR-101, entre Joaquim Gomes e Novo Lino, quando índios da tribo Xokó  dançaram o toré e tocaram fogo em pneus na rodovia. Para evitar que a PEC seja aprovada elees pretendem endurecer o movimento.

Não é exagero dizer que a PEC representa não apenas a destruição da  fauna, flora, mas a matança humana também.

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