22 de maio de 2017 • 10:52 am

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Pergunta que não quer calar: Por que os criminosos da JBS foram premiados?

Os homens que confessaram ter subornado mais de 1.800 políticos brasileiros estão ‘condenados’ a viver no luxo, gastando os dólares comprados com informações privilegiadas do sistema financeiro.

Por: Fátima Almeida
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Perguntar não ofende: Por que os homens que confessaram ter subornado (comprado) mais de 1.800 políticos brasileiros de quase todos os partidos, não estão presos? Essa é a pergunta que se faz todo brasileiro  bom senso.

Por que os donos da J&F Holding, controladora da JBS, foram premiados* pelo Supremo Tribunal Federal (*a palavra é essa mesmo – da expressão ‘delação premiada’, fartamente usada pela Justiça brasileira nos últimos tempos) com imunidade e autorização para viver livremente fora do país, em tese, sem nada a dever?

Sim, apesar dos crimes cometidos (ou que nome teria o que eles fizeram contra a democracia, o processo eleitoral e o sistema financeiro brasileiro?), Joesley e Wesley Batista receberam o perdão do ministro do Supremo, Edson Fachin, que homologou a delação junto com um acordo que permite, além da imunidade, a não obrigatoriedade do uso da tornozeleira eletrônica. Nenhuma pena (sequer um inquérito foi aberto pelo MPF contra os corruptores).

Por que o tratamento diferenciado dos tantos outros delatores, que usaram da mesma artimanha para subornar políticos e se encontram presos ou então amarrados a uma tornozeleira eletrônica?

Ou será que agora vai virar regra, investigar os corruptos, imunizando os corruptores?

Se o que dizem é verdade, que eles, junto com suas famílias, teriam sofrido ameaças, porque foram ostentar riqueza em Nova York, com os bolsos cheios de dólares comprados com informações privilegiadas, morando num apartamento de R$ 30 milhões, no Baccarat Residences, e luxando na famosa 5ª avenida, tão retratada nos cenários dos filmes de Hollywood?

Um contrassenso num país onde 40% dos presos apodrecem nos porões fétidos do sistema prisional sem ter sequer um julgamento.

É verdadeiramente o país das desigualdades.

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