1 de agosto de 2017 • 10:41 pm

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Perigo ameaça vida dos pedestres nas ruínas do antigo prédio da Educação

Abandonado à ação do tempo, prédio ameaça desabar sobre a cabeça de quem passa na calçada da rua Fernandes de Barros

Por: Fátima Almeida
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Uma perigosa ameaça coloca em risco a vida de quem passa na calçada dos fundos do antigo prédio sede da Secretaria de Estado da Educação, no centro de Maceió. Não é exagero. A situação é assustadora e a vida de quem passa por ali corre perigo. Toda a parede do prédio, na Rua Fernandes de Barros, está ameaçando desabar – e não precisa nenhum laudo técnico para constatar o que estamos falando. As fotos falam por si.

É preciso uma intervenção urgente, antes que um acidente grave aconteça.

Há anos o prédio histórico que já sediou a mais emblemática escola pública de Alagoas – o Colégio Estadual  – e por muito tempo foi sede da Secretaria de Estado da Educação, está abandonado, entregue à própria sorte, desmoronando pela ação do tempo. A situação já foi denunciada inúmeras vezes, aqui no blog e em outros veículos de comunicação, assim como as muitas promessas de recuperação, que nunca foram cumpridas.

Fechado desde 2012, ainda no governo Teotônio Vilela, devido ao comprometimento de sua estrutura física, o imóvel já passou por várias situações nos último cinco anos. Em 2015, toda a estrutura do teto e uma das paredes laterais desabaram, afetando, inclusive as barracas dos camelôs que trabalham na rua entre a antiga Secretaria e o Restaurante Popular. Apesar da dimensão do desastre, ninguém ficou ferido.

Na época, a Secretaria da Educação, já sob a responsabilidade do atual vice-governador Luciano Barbosa, anunciou a intenção de recuperar a estrutura e transformá-la num centro de excelência em ensino profissionalizante, mas o casarão permaneceu abandonado e virou abrigo de marginais e usuários de drogas; depois foi transformado literalmente em abrigo para mais de 50 cachorros; desocupado, em maio de 2016, o prédio foi cercado de tapumes e a Secretaria da Educação informou, por meio da assessoria, a falsa notícia de que a obra de recuperação havia sido iniciada.

Que nada. Aparentemente, apenas uma ‘mão’ de cal foi passada na parede frontal, dando a impressão de que havia realmente uma obra por traz do tapume. O abandono continua e a cada dia se torna mais visível e mais perigoso.

Profissionais e estudantes que passam no local se dizem assustados com a situação e evitam a calçada temendo que a parede desabe. Mas muitos passam sem olhar para cima e sem perceber o perigo que aponta para as suas cabeças. Tijolos soltos, paredes rachadas são apenas alguns sinais do perigo.

Confira as fotos exclusivas feitas pelo leitor Armando Durval e cedidas ao Eassim.net:

Foto 1 – No alto: Detalhe do tijolo solto;

Foto 2 – (Feita pelo pessoal do Corpo de Bombeiros, quando o teto desabou, em 2015)

Foto 3 - Parede com estrutura comprometida: ameaça permanente;

Foto 4 - Arvores sem poda forçam os tijolos para o lado da calçada;

Foto 5 - Por traz do muro, ainda se vêm os entulhos do desabamento de 2015

Foto 6 - Fachada do prédio deteriorada

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nota

Desta vez o blog não procurou a Secretaria da Educação, porque da última vez que publicamos matéria sobre a situação do prédio, em julho de 2016, foi em tom de comemoração, diante da informação da própria secretaria de que a obra de recuperação havia sido iniciada. O tempo e as evidências atuaia acabaram contestado essa informação.

O blog continua à disposição para divulgar a versão da SED, porém, em respeito ao leitor, desta vez só vendo o que se esconde por traz do tapume, para divulgar que realmente existe uma obra. Se ela existir.

 

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