15 de Fevereiro de 2016 • 6:45 pm

Saúde

Pesquisadora da Ufal desenvolve pomada contra Leishmaniose à base de propólis

Agora o governo estadual estuda uma forma de distribuir a pomada aos pacientes do SUS

Por: Da Redação com Assessoria
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Um avanço importante para os pacientes da Leishmaniose Tegumentar foi alcançado em Alagoas. Uma pesquisa, coordenada pela professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Camila Dornelas, resultou no desenvolvimento de uma  pomada que combate os efeitos colaterais associados ao tratamento da doença.

De acordo com a pesquisadora, a pomada foi desenvolvida à base de própolis vermelha alagoana e obteve resultados promissores na proteção dos rins, fígado e baço, que são comumente afetados durante a intervenção medicamentosa da Leishmaniose.

Propólis vermelha é matéria prima

Propólis vermelha é matéria prima

“A pomada pode representar um ganho na qualidade de vida dos pacientes e no índice de sucesso do tratamento, pois ele combate os efeitos colaterais que são os principais fatores no abandono do tratamento”, explicou a professora.

A pesquisa faz parte do edital 2013 do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS) e será apresentada em março, no Seminário de Avaliação Final do programa.

O evento é realizado em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal) e Ministério da Saúde e irá exibir as pesquisas iniciadas em 2013, tendo sempre como eixo a solução de problemas e aperfeiçoamento da assistência prestada pelo SUS.

Após a apresentação da pesquisa, técnicos da Sesau, em parceria com outros órgãos competentes, irão avaliar de que forma a pomada será produzida e distribuída aos pacientes. “Esse trabalho mostra a importância do investimento em pesquisa cientifica para a evolução da assistência no Brasil.

Leishmaniose tegumentar – A leishmaniose tegumentar é uma doença de evolução crônica, que acomete a pele e as mucosas do nariz, boca, faringe e laringe. A transmissão da doença se dar através da picada de um inseto, o flebótomo, do gênero Lutzomyia.

Não há transmissão direta de pessoa para pessoa. A leishmaniose é uma zoonose. O mosquito só transmite a leishmania se tiver picado um animal infectado. “A doença possui implicações psicossociais graves e o avanço no seu tratamento é uma conquista de toda a sociedade”, destacou a supervisora de ciência e tecnologia da Sesau, Ivana Pita.

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