20 de julho de 2017 • 12:44 pm

Policia

PF diz que ex-prefeito de Marechal teria comprado 3 postos de gasolina

A operação realizada pela PF investiga 14 pessoas, mas ninguém foi preso.

Por: Da Redação com Assessoria
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O ex-prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus está sendo acusado pela Polícia Federal de ter comprado uma série de bens móveis e imóveis com o dinheiro da organização criminosa que teria sido montada na Prefeitura, segundo a investigação.

O ex-prefeito foi acusado de um suposto desvio de R$ 6 milhões da Prefeitura de Marechal Deodoro, o que levou a Polícia Federal a fazer buscas e apreensões no apartamento dele nesta quinta-feira, 20, em Maceió.

Delegados da Federal acusam ex-prefeito

De acordo com a Polícia Federal, foram desviados recursos destinados à prefeitura por meio do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE), Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e do FUNDEB no período de 2010 a 2014.

Segundo o delegado Márcio Tenório, da superintendência da PF em Pernambuco, que colaborou com a investigação,  documentos apreendidos em imóveis do ex-prefeito de Marechal Deodoro (AL) comprovam que ele adquiria bens com recursos da prefeitura e registrava em nome de terceiros. Nas buscas foram apreendidos quatro veículos com valores de custo acima de R$ 60 mil, uma moto, R$ 11 mil euros, computadores, mídias digitais e uma arma.

Entre os imóveis constam inclusive três postos de combustíveis em nome do  ex-prefeito, sendo um em Alagoas e dois no interior do Maranhão.

Nessa investigação a PF não encontrou nenhum veículo em  de  Matheus, mas alega que ele “anda anda em carros de luxo com propriedades em Alagoas , Maranhão e Pernambuco, tudo no nome de terceiros que sabemos que pertencem a ele. Até a revisão do carro dele, a nota é feita no nome do caseiro dele”. A afirmação é do próprio  delegado Márcio Tenório.

Nesta operação da PF estão envolvidas 14 pessoas, entre ex-assessores e funcionários pessoais do ex-prefeito, todos acusados de participação em esquemas fraudulentos na prefeitura.

A operação, no entanto, não prendeu nenhum dos acusados, os quais foram investigados a partir de levantamentos da Controlodoria Geral da União.

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