13 de setembro de 2017 • 7:15 am

Brasil » Corrupção

PF retrata Temer como chefe de quadrilha

Há indícios de que o presidente tenha recebido vantagens de R$ 31,5 milhões

Por: Thiago Sampaio
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A Polícia Federal incluiu em seu relatório sobre a atuação do chamado “quadrilhão do PMDB” dois organogramas para ilustrar a atuação de Michel Temer como líder da organização criminosa formada pelo PMDB na Câmara.

Power point da PF ilustra o presidente Temer como chefe de quadrilha do PMDB

Remetendo ao Power Point com Lula no centro – do coordenador da Lava Jato na Procuradoria em Curitiba, Deltan Dallagnol – a PF indica flechas para Temer, ao lado do ex-deputado Eduardo Cunha (RJ), no comando da “gestão do núcleo político” de uma suposta organização criminosa formada pela legenda na Câmara.

Segundo a investigação, há indícios de que Temer tenha recebido vantagens de R$ 31,5 milhões — o que ele nega, afirmando que “fascínoras roubam a verdade”. O relatório da PF servirá para embasar uma provável nova denúncia do procurador-geral, Rodrigo Janot, contra Temer.

Organograma

No organograma da PF, a Temer se reportariam deputados e ex-deputados que atuaram no Planalto —casos de Geddel Vieira Lima (preso na semana passada, após a apreensão de R$ 51 milhões em um apartamento atribuído a ele), Henrique Alves (preso em junho) e Eliseu Padilha, atual ministro-chefe da Casa Civil, acusado de supostamente receber R$ 10 milhões da Odebrecht.

Estão lá aliados históricos do presidente, como Moreira Franco, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, e seu amigo e conselheiro José Yunes, empresário. E o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, que ficou conhecido como “deputado da mala” após ser filmado correndo com a bagagem contendo R$ 500 mil em propinas da JBS.

Planalto divulga nota

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou nota hoje em que afirma que o Estado Democrático de Direito existe para preservar a integridade do cidadão, para coibir a barbárie da punição sem provas e para evitar toda forma de injustiça, mas que nas últimas semanas o Brasil vem assistindo exatamente o contrário.

O texto afirma que “garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente” e que “chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las”, portanto, “sem se concluir investigação”, “sem se apurar a verdade” e “sem verificar a existência de provas reais”.

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