4 de dezembro de 2017 • 7:44 pm

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PGR pede que Gilmar Mendes restaure prisão de Jacob Barata

Em agosto, o ministro deu habeas corpus para o “Rei do Ônibus” em duas oportunidades seguidas, derrubando decisões do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal do Rio

Por: Da Redação
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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu nesta segunda-feira (4) que o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), reconsidere sua decisão da última sexta (1º) de libertar, pela terceira vez, o empresário Jacob Barata Filho, conhecido como o “Rei do Ônibus” do Rio de Janeiro.

Ela requer que a prisão preventiva decretada no mês passado pelo TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) seja restaurada.

Caso Mendes não ceda, o recurso de Dodge solicita que a decisão seja submetida à 2ª Turma do Supremo, da qual também fazem parte os ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Edson Fachin e Ricardo Lewandowski.

Esta foi a terceira vez que Gilmar manda soltar Barata. Em agosto, o ministro deu habeas corpus para o “Rei do Ônibus” em duas oportunidades seguidas, derrubando decisões do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal do Rio.

Barata Filho deixou a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na capital fluminense, na noite de sábado (2).

Em novembro, dois novos decretos de prisão foram expedidos contra Barata, um pelo TRF2, o outro pela 7ª Vara. Os investigadores alegaram que o empresário não teria se desligado de suas empresas e continuava sendo seu administrador, infringindo determinação judicial.

Na decisão publicada na sexta, Mendes argumenta que os supostos crimes cometidos por Jacob e que integram o terceiro pedido de prisão são anteriores à aplicação das medidas cautelares do habeas corpus deferido em agosto.

No agravo regimental, a procuradora-geral questiona a competência regimental de Mendes para decidir sobre o habeas corpus, lembrando que os processos da operação Cadeia Velha, deflagrada no âmbito do TRF2, foram sorteados para o ministro Dias Toffoli. Ela cita ainda que o magistrado negou liberdade aos deputados estaduais Jorge Picciani e Paulo Melo, ambos do PMDB, presos na mesma operação.

Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), “além de agir despido de competência para tanto”, Mendes “afrontou a competência do ministro Dias Toffoli para fazê-lo, em clara ofensa à regra do juiz natural”.

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