17 de Março de 2016 • 3:49 pm

Brasil

Planalto acusa motivações políticas de juiz para barrar a posse de Lula no Ministério

o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, foi orientado a recorrer “o mais rápido possível” da decisão liminar.

Por: Da Redação
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O juiz federal Itagiba Cata Pretta Neto, de Brasília, concedeu liminar anulando a posse do ex-presidente Lula, dada nesta quinta-feira (17) pela presidente Lula. Em caráter liminar, o magistrado determinou a suspensão do ato de nomeação e os efeitos da posse até o julgamento final da ação. A decisão tem validade imediata.

Palácio do Planalto

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Ele acolheu o pedido de uma advogada. Cata Pretta justificou que viu indícios de crime de responsabilidade na nomeação de Lula, que passa a ter prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal (STF). A posse, segundo o juiz, traz risco “ao livre exercício do Judiciário”.

“A decisão do juiz não retira da presidente Dilma a prerrogativa de nomear ministros. Se a oposição quer indicar ministro, precisa, antes, ganhar eleição”, declarou o vice-líder do governo na Câmara Henrique Fontana (RS).

Para o governo o juiz agiu com forte motivação política para barrar a posse do ex-presidente Lula no Ministério de Dilma Rousseff. Segundo relatos de presentes, a petista ficou surpresa com a postura do magistrado e orientou o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, a recorrer “o mais rápido possível” da decisão liminar.

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