31 de maio de 2015 • 8:17 am

Brasil

Planalto tenta conter ataques de petistas contra o ministro Levy

Dilma quer ação de lideres partidários para neutralizar tendências contra o ministro que já ganhou no PT o apelido de ‘Chicago Boy”.

Por: Da Redação
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Brasil – Uma preocupação séria  está tomando conta do Palácio do Planalto. Trata-se da onda de ataques de uma parte da militância petista ao Ministro da Fazenda Joaquim Levy. Formado por uma série de correntes ideológicas, o Partido não se entende quando a discussão é o ajuste fiscal do governo. Neutralizar a as ofensivas ao ministro tem sido uma parada dura para a presidente Dilma Rousseff.

Por isso mesmo ela está articulando com as lideranças partidárias uma ação dentro do quinto Congresso Nacional do PT, marcado para Salvador no período de 11 a 13 de junho. Lá ministros petistas vão tentar acalmar as insatisfações das tendências que não poupam Levy de ataques  por todos os lados..

Os ministros do partido vão pedir cautela nas manifestações. O receio do Planalto é que o PT acentue as críticas à política econômica do governo, provocando desconfianças e agitando novamente o mercado financeiro. Convocado para debater o programa do PT e atualizar o projeto do partido, em meio a sucessivos escândalos de corrupção, o congresso petista deve ser tomado, na prática, por críticas à gestão de Dilma e pressões por mudanças na política econômica.

Nos bastidores, parlamentares do PT chamam Levy de “Chicago Boy”, numa referência à Universidade de Chicago, identificada com a visão neoliberal, onde Levy se graduou Ph.D. Embora o PT esteja dividido sobre a conveniência de pedir a cabeça do ministro, a avaliação predominante no partido é que o modelo de ajuste fiscal adotado tornará o crescimento inviável.

Para o partido, o diagnóstico é que a tesourada nos gastos, o corte de programas sociais e as restrições criadas a direitos trabalhistas, como seguro desemprego, travam o desenvolvimento e afastam ainda mais o PT de sua base social.

Nesse cenário, nove entre dez petistas recorrem ao ministro Nelson Barbosa, visto como “desenvolvimentista”, na tentativa de criar um contraponto a Levy. O movimento contraria Dilma – que decidiu prestigiar o titular da Fazenda – e preocupa a equipe de Barbosa. Inflado pelo PT, o titular do Planejamento teme sair enfraquecido do embate.

 

 

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