1 de setembro de 2016 • 8:02 am

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PMDB agora quer benefícios dados a Dilma para o célebre Eduardo Cunha

No fundo, o que todos queriam era a salvação em futuras cassações e efeitos da Lava Jato

Por: Da Redação
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Decifrada a questão polêmica da votação dos senadores no impeachment de Dilma. A decisão do Senado de cassar o mandato da presidente Dilma Rousseff, mas manter seus direitos políticos, terá consequências no julgamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cujo mandato pode ser interrompido na Câmara por quebra de decoro parlamentar, em votação marcada para 12 de setembro.

Cunha: a salvação com jeitinho.

Cunha: a salvação com jeitinho.

Anunciada na sessão final do impeachment, a interpretação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, de fatiar a decisão em duas, para votação separadamente – uma, cassar o mandato de Dilma; a outra, suspender seus direitos políticos – também será utilizada pelos aliados de Cunha para tentar livrar o parlamentar da perda dos direitos políticos por oito anos após sua cassação.

O líder do PMDB no Senado, Eunício de Oliveira (CE), nega que a orientação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a favor da manutenção dos direitos políticos de Dilma faça parte de um acordo com outras legendas para livrar Cunha de ficar sem poder participar de eleições ou ocupar cargos públicos depois de cassado.

Mas vários parlamentares de diversos partidos consultados  são unânimes ao garantir que a mesma interpretação será requerida pelos aliados de Cunha na Câmara. Isso quer dizer que, no fundo, o que todos queriam era prevenção para futuras cassações e efeitos da Operação Lava Jato.

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