18 de Janeiro de 2016 • 7:14 pm

Política

PMDB desiste de levar moção de rompimento com governo à convenção

Convenção será realizada em março e o rompimento era estimulado po Michel Temer e Eduardo Cunha. Temer recuou.

Por: Da Redação
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A expectativa de integrantes do PMDB que pregam o desembarque do governo a partir de março, quando ocorre a convenção nacional do partido, poderão se frustrar com a decisão. De acordo com informações do jornal “Valor Econômico” desta segunda-feira (18), o vice-presidente Michel Temer, que é também presidente nacional da legenda, trabalha para que o assunto nem entre na pauta do encontro.

O desembarque, do qual o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), é um dos maiores entusiastas, já havia sido adiado em novembro do ano passado, no encontro nacional da Fundação Ulysses Guimarães. À época, alguns peemedebistas afirmaram, no entanto, que a saída do governo Dilma se daria em março próximo e era uma decisão inadiável.

Como o impeachment da presidente Dilma Rousseff perdeu força nas últimas semanas, Temer prefere apostar na unidade do partido, que atualmente está dividido entre os que apoiam e os que atacam o governo federal, que embarcar na aventura de romper com o Planalto.

A reportagem do “Valor” informa, ainda, que é pouco provável que Michel Temer tenha adversários na eleição para a presidência do PMDB. O presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), “não postula” o lugar do atual presidente da sigla. Outro nome cogitado para substituir Temer, o senador Eunício Oliveira (CE) rechaçou a hipótese de lançar candidatura: “Não dá para fazer a divisão entre quem é ou não é governo, até porque o Michel é governo”, argumentou Eunício.

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