19 de abril de 2016 • 10:37 am

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Pois é: o samba do Ataulfo, Cunha, ‘o mal necessário’, e as brancas nuvens

A valorização do mal como uma necessidade nos remete a completa degradação do gênero humano.

Por: Marcelo Firmino
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Eduardo Cunha, um caso patológico ou de cinismo extremado?

Obviamente que cada um tem sua avaliação sobre o presidente da Câmara dos Deputados, guru do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ele é réu em processos de corrupção que estão em análise no Supremo Tribunal Federal.

Mas, ele, rodeado de uma legião do baixo clero parlamentar e de expoentes da oposição que vivem sorrateiramente às sombras do poder, é elogiado e visto – por uma parcela considerável de brasileiros contra o governo – “como um mal necessário”. Seria esse o padrão moral que está por vir no País daqui para a frente?

A valorização do mal como uma necessidade nos remete a completa degradação do o gênero humano, mesmo quando a questão central é a política. E aí é que os bons exemplos deveriam prevalecer. Senão prevalecem, nem de um lado. nem do outro, então todos se nivelam na vala comum.

Portanto, não há projeto pelo Brasil, em nome de Deus, da mulher, dos filhos, da amante, do papagaio ou coisa que o valha. Há apenas um jogo de interesses. E assim vai continuar por que é da natureza desse “métier”.

Tanto é assim que Eduardo Cunha mostra exatamente o que o futuro lhe reserva e fala com a autoridade de quem tem todo controle da situação. Uma vez questionado sobre o processo contra ele no Conselho de Ética disse abertamente:

“Não tenho nenhuma preocupação. Não vão me constranger por causa disso. Não tenho nenhuma preocupação e estou, absolutamente, em condições de ser inocentado na representação no Conselho [de Ética].

Pois é… Um inocente. Como dizia Ataulfo Alves em um belo samba: – a maldade dessa gente é uma arte.

Quem sabe, o melhor mesmo é sonhar com brancas nuvens…

 

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