2 de setembro de 2015 • 1:41 pm

Maceió

Policia diz uma coisa e a SMTT outra no caso da fraude dos táxis

Pelo desencontro de informações, cabe a policia esclarecer quem colaborava com a quadrilha.

Por: Da Redação
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O trio acusado de fraude.

O trio acusado de fraude.

A polícia tem o dever e a obrigação de esclarecer sem subterfúgios o esquema de fraude na negociação de praças de táxi em Maceió. As informações veiculadas, a partir das fontes, saíram controversas e confusas.

Foi divulgado que um grupo formado por Irlane de Cássia da Silva, de 30 anos,  Marcos Antônio Lins, 41, e pela cabeleireira Nicácia Silva Dias, 35, é acusado de fraudar documentos e alvarás de licença e as venderem com preços entre R$5 e R$ 30 mil. A primeira, Irlane, seria “a chefe” e o segundo, Marcos, prestador de serviço do sistema prisional.

O detalhe é que  o delegado Manoel Nicácio, responsável pelas investigações, disse “ o trabalho foi iniciado  há quatro meses quando três pessoas vítimas do golpe procuraram a polícia e fizeram a denúncia. Porém continuamos investigando para saber se há a participação de funcionários da SMTT no esquema, já que os documentos possuem informações verdadeiras”. Ou seja, os  documentos apresentados, como alvarás de licença, eram iguais aos verdadeiros. Eis um ponto interessante do levantamento.

 

A contradição. A assessoria da SMTT de Maceió disse à imprensa que a denúncia partiu do órgão ao identificar a fraude praticada pelo grupo. De acordo com a assessoria, nenhum documento emitido pelos falsificadores era verídico.

Desta maneira, o  delegado disse uma coisa e  a SMTT disse outra. Isso, então, precisa ser devidamente ser esclarecido. Sobretudo, por que na SMTT há quem diga que nesse negócio havia conivência de dentro. Claro que não se pode responsabilizar o prefeito pelo malfeito, mas alguém estava a cooperar com a quadrilha e cabe a polícia esclarecer.

De acordo com as informações policiais, o modus operandi do trio da fraude era facilitado da seguinte maneira: Nicácia recrutava as vítimas oferendo a concessão por preços até R$ 30 mil. Por sua vez, Irlane se passava por coordenadora da SMTT e que facilitaria o processo. O delegado destaca que algumas pessoas sabiam do esquema e mesmo assim pagavam pelo serviço. Ora, para Irlane se passar por coordenadora e agir livremente dentro da repartição é por que, no mínimo tinha algum tipo de cobertura.

 

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