6 de janeiro de 2017 • 10:48 am

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Polícia Federal: dois pesos e duas medidas nos depoimentos de políticos

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, prestou depoimento na surdina.

Por: Da Redação
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Assim como o senador tucano Aécio Neves, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes também prestou depoimento na Polícia Federal sem que houvesse alarde. Foi tudo feito na surdina, longe da imprensa, ao contrário do que foi feito com os depoimentos dos políticos do PT.

O prefeito depôs na semana do Natal, na sede da PF, em Brasília. As informações são do colunista Lauro Jardim.

Eduardo Paes depôs na Polícia Federal em sigilo.

O depoimento diz respeito ao inquérito a que responde no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de ter participado da maquiagem de dados do Banco Rural na CPMI dos Correios, em 2005.

Em dezembro, o senador Aécio Neves também foi discretamente à sede da Polícia Federal, em Brasília. para prestar depoimento no mesmo inquérito. O tucano foi acusado pelo ex-senador Delcídio do Amaral de tentar interferir nos trabalhos da CPI que investigava denúncias do mensalão.

As investigações são baseadas em um dos depoimentos do ex-senador Delcídio do Amaral, em colaboração com a Justiça. De acordo com Delcídio, em 2005, durante os trabalhos da CPMI dos Correios, o senador Aécio Neves, então governador de Minas Gerais, “enviou emissários” para barrar quebras de sigilo de pessoas e empresas investigadas, entre elas o Banco Rural.

Durante as investigações feitas pela CPI dos Correios, Delcídio identificou algumas “maquiagens” em alguns “dados comprometedores” fornecidos pelo Banco Rural. Eram dados que, segundo ele, prejudicariam o ex-governador e o ex-vice-governador de Minas Gerais, Aécio Neves e Clésio Andrade – além da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e do publicitário Marcus Valério, pivô do mensalão, entre outros.

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